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Elétrica e Eletrônica

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Novo site de Elétrica, em construção confirem

Zelamos pela qualidade, nada de publicidade e poluição visual, contribuem com nosso trabalho.

Chaves de Partida ( Comandos Elétricos )



CHAVE DE PARTIDA

Chave de partida é um dispositivo que dá condições à partida do motor.
Sempre que possível, a partida de um motor deverá ser feita de forma direta, ou
seja, sem artifícios para redução da corrente de partida.

Por outro lado, quando a corrente de partida do motor é elevada, podem
ocorrer alguns transtornos, tais como:

• Interferência no funcionamento de equipamentos instalados no mesmo
sistema, devido à queda de tensão excessiva.

• Necessidade de superdimensionar os sistemas de proteção, com
conseqüente aumento de custos.

• Por imposição da redução da corrente de partida pela companhia
concessionária de energia elétrica, de forma a limitar a queda de tensão
na rede.

Quando tais fatos ocorrem, é necessário recorrer a um sistema de partida

indireta, de modo a reduzir o pico de corrente na partida.

Chave de Faca

A chave faca é um dispositivo de abertura em carga. É o dispositivo mais
simples que só é aplicável a motores de baixa potência. O arco elétrico que
ocorre no fechamento e na abertura provoca o desgaste nos seus contatos. Estas
chaves não permitem o desligamento automático por sobrecarga. Associadas a
fusíveis oferecem proteção contra curto-circuito, mas não permitem o comando à
distância. Na Fig. abaixo pode ser visualizado um circuito de acionamento de um

motor com a utilização de uma chave faca.

Figura 1 - Circuito de acionamento de um motor com a de uma chave faca.
Chave de Partida Direta dos Motores

A chave de partida direta é um dispositivo que fornece condições ao
motor de partir com a tensão nominal de serviço. Consiste em um sistema
simples e seguro, recomendado para motores de gaiola, como pode ser visto na
Fig. abaixo.

A partida direta dos motores é normalmente realizada através de
contactores, sendo os motores supervisionados por dispositivos de proteção. Há,
no entanto, algumas limitações quanto às suas aplicações:

• Ocasiona queda de tensão da rede devido à alta corrente de partida (Ip).
No caso dos grandes motores a corrente de partida é limitada por
imposição das concessionárias de energia elétrica;

• Pode ocasionar interferência em equipamentos instalados no sistema,
devido à elevada queda de tensão.

Neste texto, porém mais adiante, serão mostrados os outros tipos de
partida de motores, utilizados para os grandes motores com a finalidade de
minimizar a corrente de partida e seus efeitos.

Figura 2 - Circuito de partida direta de um motor.
Chave de Partida Direta com Reversão do Sentido de Rotação

A chave de partida com reversão de sentido de rotação possibilita a
reversão em plena marcha do sentido de rotação de um motor trifásico, através
da inversão da seqüência fases. Esta chave é dotada de 2 contactores. O
primeiro contactor permite a ligação na seqüência ABC e o segundo permite a
ligação na seqüência CBA.  É necessário que os contactores tenham
intertravamento, Isto é, uma ligação só é plenamente realizada quando a outra

ligação foi totalmente desconectada.

Limitações da Corrente de Partida

Os sistemas mais usuais para limitar a corrente de partida de motores de

corrente alternada são descritos a seguir.

Chave de Partida Estrela-Triângulo

As ligações de motores através de chaves estrela-triângulo são utilizadas
em alguns casos, quando o motor admite ligações em dois níveis de tensão. Elas
têm a finalidade de reduzir a corrente de partida, para motores de alta potência,
que requerem naturalmente uma alta corrente durante a partida. O motor parte
com ligação estrela, sendo energizado com 3 N V , até que sua velocidade se
aproxime da nominal, quando um operador ou um relé temporizado pode mudar a
ligação de estrela para triângulo e desse modo, o motor passa a ser alimentado
com sua tensão nominal. Para a realização das conexões que permitam as
ligações estrela-triângulo é necessário que os terminais da bobina sejam
acessíveis.

Na Fig. abaixo podem ser visualizadas as ligações das bobinas para as

ligações estrela e triângulo.

Figura 3 - Esquemas de ligação das bobinas do estator; a) ligação estrela, b)ligação triângulo.
Uma comutação prematura (velocidade do motor ainda baixa), ou uma
longa duração no processo de comutação, o que causa uma diminuição excessiva
da velocidade, leva a um pico de corrente elevado na comutação. Já uma
duração muito curta no processo de comutação pode fazer surgir uma corrente
de curto-circuito, pois o arco voltaico decorrente da abertura da ligação pode
ainda não se encontrar totalmente extinto.

O circuito de força para o acionamento de um motor com a utilização da
chave de partida estrela-triângulo pode ser visto na Fig. abaixo

Figura 4 - Circuito de força de chave de partida estrela-triângulo.
Partida com Chave Série-Paralelo

As chaves de partida série-paralelo são utilizadas para redução corrente
de partida de motores elétrico, quando o motor admite ligações em quatro níveis
de tensão. Elas têm a finalidade de reduzir a corrente de partida, para motores
de alta potência, que requerem naturalmente uma alta corrente durante a partida.
Para partida com chave série-paralelo é necessário que o motor seja
energizado em duas tensões, onde a menor delas deverá ser igual à tensão da
rede (tensão de serviço) e a outra igual ao dobro daquela. No laboratório
encontram-se motores com 4 possibilidade de ligação em serviço
(220/380/440/760V), onde a tensão de 760V é utilizável apenas no instante da
partida. No sistema aqui utilizado, as ligações referentes são usadas na tensão
de 760V para partida e 380 V para a tensão de serviço do motor. Para a tensão
de 380 V, uma ligação duplo Y deverá ser utilizada.
Na partida série-paralelo, o pico de corrente é reduzido a 1/4 daquele
com partida direta. Deve-se ter em mente que com este tipo de ligação, o
conjugado de partida do motor também fica reduzido a 1/4 e, portanto, a máquina
deve partir praticamente em vazio.
Na Fig. 5 podem ser visualizados os esquemas de ligação das bobinas
para a chave de partida série-paralelo. Observe que na Fig. 5(a) as bobinas são
ligadas em série, e que na Fig. 5(b) são ligadas duas bobinas em paralelo por

fase.

Figura 5 - Esquemas de ligação das bobinas do estator; a) ligação série, b)ligação paralelo.
CIRCUITOS DE ALIMENTAÇÃO E CONTROLE

Circuito Principal ou Circuito de Força

Circuito Principal ou Circuito de Força é responsável pelo fornecimento
da corrente necessária à operação dos equipamentos. No caso das montagens
no laboratório, os equipamentos serão os motores. Os motores usados nas
montagens do Laboratório de Instalações Elétricas são de potência baixa, pois o
objetivo de sua utilização é meramente didático.

Circuito Auxiliar ou Circuito de Comando

O Circuito auxiliar é utilizado para os acionamentos e desacionamentos
dos dispositivos de manobra tipo: contactores, relés, temporizadores, etc. Além
disso, o circuito auxiliar é usado para fins de travamento quando da ocorrência

de anormalidades no circuito de força e sinalização.

DISPOSITIVOS DE COMANDO

Contactores ou Contatores

Chama-se contactor a um interruptor comandado à distância por meio de
um eletroímã. Funciona como uma chave de operação eletromagnética que tem
uma única posição de repouso e é capaz de estabelecer, conduzir e interromper
correntes em condições normais do circuito, inclusive sobrecarga no

funcionamento.

Figura 6 - Vista interior de um contactor.
Os contactores podem ser Bi, Tri ou Tetrapolares. Existem vários tipos de
contactores.  A seguir serão comentados alguns os tipos de contactores.

Contactores Disjuntores
Os contactores disjuntores integram várias funções básicas que
normalmente existem em vários blocos. As funções são, por exemplo, de
proteção contra curto-circuitos ou sobrecarga através de um relé térmico e de
fusíveis.

Contactores Inversores
Contactores Inversores possuem as mesmas características dos
contactores  disjuntores e são usados para inverter o sentido de rotação dos
motores trifásicos.

Disjuntor
O disjuntor é um aparelho destinado a energizar e desenergizar um
circuito, tanto em condições normais como em condições anormais. Em
condições anormais, por exemplo, um curto-circuito, o disjuntor deve interromper
a corrente o mais rápido possível.

Temporizadores
Os temporizadores são dispositivos utilizados apenas em circuitos de
comando, e que tem como função energizar ou desenergizar determinado
componente, após um tempo pré-programado.

Relé de Sobrecarga
O relé de sobrecarga é um dispositivo que monitora um outro
circuito, ou seja, ele verifica a ocorrência de anormalidade no circuito
monitorado e aciona seus contatos, desenergizando o circuito de
força, se necessário. A função do relé de sobrecarga é proteger os
equipamentos instalados no circuito de força.

Matéria de - Fernando Souza

Motores elétricos

Os motores elétricos são máquinas que recebem energia elétrica da rede
caracterizada por tensão, corrente e fator de potência e fornecem energia
mecânica no seu eixo caracterizada pela rotação e pelo conjugado mecânico.

No laboratório de Instalações Elétricas serão utilizados motores de indução tipo
gaiola.







Motores de indução tipo gaiola

Motores de indução tipo gaiola são compostos basicamente de:

• Um estator, com enrolamento montado na carcaça do motor que vai
fornecer o campo girante do motor;

• Um rotor, com o enrolamento constituído por barras curto-circuitadas, que
sob ação do campo girante irá fornecer energia mecânica no eixo do
motor.

Quando o motor é energizado, ele funciona como um transformador com
o secundário em curto-circuito, portanto, exige da rede elétrica uma corrente
muito maior que a nominal, podendo atingir cerca de 7 vezes o valor da corrente
nominal. À medida que o campo girante “arrasta” o rotor, aumentando sua
velocidade a corrente vai diminuindo até atingir a corrente nominal, no tempo
que a rotação atinge seu valor nominal.

Quando o motor é ligado em vazio, ele adquire rapidamente sua
velocidade nominal, conseqüentemente sua corrente será reduzida rapidamente.

Nesta situação, o motor pode partir com uma tensão bem abaixo da nominal
(50%, por exemplo). Assim, quando sua velocidade estiver próxima da nominal,
ele poderá ser alimentado com sua tensão nominal.

Em suas atividades normais (industriais, atividades agrícolas, aparelhos
eletrodomésticos, etc), o motor parte realizando trabalho, isto é, em carga. Por
exemplo, em uma máquina de lavar roupa, o motor parte iniciando a
movimentação das roupas e da água, isto é, ele parte com carga acoplada ao seu
eixo.

A partida de um motor em carga é mais complicada, em termos elétricos.
Pois ao se tentar dar a partida com 50% da tensão nominal, o motor pode
necessitar de um tempo maior do que o recomendado ou não conseguir atingir
sua rotação nominal. Caso isto aconteça, a probabilidade do motor queimar é
bastante grande, devido à corrente ser excessivamente maior do que a nominal.


Isto pode acontecer porque o conjugado oferecido pelo motor no seu eixo será
menor quando a tensão for menor, a potência mecânica disponível no eixo será
menor. A maioria das vezes torna-se necessário alimentar o motor na partida com
65%, 80% ou 100% da tensão nominal, e correntes correspondentemente
maiores.

No momento da partida de um motor de alta potência, haverá uma queda
de tensão nos alimentadores decorrente da circulação da alta corrente de partida
nos condutores. A queda de tensão, embora que momentânea, pode prejudicar
outros consumidores. Assim, as empresas fornecedoras de energia elétrica (as
concessionárias) exigem que haja uma limitação da corrente de partida dos
motores, de acordo com as condições do seu sistema.
Para minimizar os inconvenientes da partida com tensão plena, deve-se
reduzir a tensão de alimentação das bobinas do motor. Para tanto são usados:

• Resistores ou indutores em série;
• Transformadores ou auto-transformadores;
• Chaves estrela-triângulo;
• Chaves série-paralelo;
• Chaves compensadoras, etc.

Nos experimentos da disciplina Laboratório de Instalações Elétricas
serão utilizadas na redução da corrente de partida de motores elétricos, apenas
as chaves estrela-triângulos e série-paralelo. As outras montagens realizadas no
laboratório se referem à partida direta de motores monofásicos e trifásicos, além
de motores do tipo freio e de duas velocidades. A seguir serão apresentados de
forma breve os tipos de motores utilizados nos experimentos.

Motores Elétricos Monofásicos

Aplicações:

Os motores elétricos foram desenvolvidos especialmente para utilização
em rede monofásica, satisfazendo as necessidades da diversificada das
aplicações nos setores rural, industrial e doméstico, tais como: máquinas
agrícolas, bombas para adubação, bombas centrífugas, trituradores,
compressores, ventiladores, moinhos, elevadores, talhas, guinchos, correias

transportadoras, descarregadores de silos, entre outros.

Motor Elétrico Monofásico de Capacitor Permanente

Aplicações:

Os motores elétricos de capacitor permanente foram projetados para

acionamento com redução de velocidade ou que requeiram baixo conjugado de
partida como: bombas industriais e residenciais, máquinas de lavar e secar,
equipamentos odontológicos e hospitalares, ventiladores, exaustores,
sopradores, succionadores, cortadores de grama, etc.

Motores Elétricos Trifásicos de Alto Rendimento

Aplicações:

Os motores elétricos trifásicos de alto rendimento foram projetados para
minimizar o consumo de energia, isto é, a relação energia elétrica energia
mecânica (potência no eixo) é maior. Eles são usados em compressores,
bombas, ventiladores e exaustores, prensas, máquinas ferramentas, correias
transportadoras, pontes rolantes, elevadores, laminadoras, máquinas
operatrizes, máquinas agrícolas, misturadores, trituradores, evaporadores,
indústria mecânica em geral, entre outros.

Motor Elétrico Trifásico Motorfreio

Aplicações:

Os motores elétricos equipados com motorfreio foram desenvolvidos para
utilização em equipamentos onde são necessárias paradas rápidas por questão
de segurança, posicionamento e economia de tempo, tais como: máquinas ferramentas,
máquinas gráficas, bobinadeiras, transportadores, pontes rolantes,
máquinas de engarrafar e secar, entre outras.

Motor Elétrico Trifásico de Dupla Velocidade - Dahlander

Aplicações:

Os motores de dupla velocidade se destinam às máquinas operatrizes,
pontes rolantes, correias transportadoras, sistemas de ventilação, misturadores,
centrífugas, indústrias naval e alimentícia, madeireira, siderúrgica e indústrias
mecânicas em geral.

Matéria de - Leandro coutinho

Periculosidade todo Eletricista tem direito?

TODO ELETRICISTA DEVE GANHAR ADICIONAL DE PERICULOSIDADE?



Prezados leitores.

No dia 08 de dezembro de 2012, entrou em vigor a Lei 12.740 (que alterou o art. 193 da CLT). Essa lei incluiu entre os trabalhadores que fazem jus ao adicional de periculosidade, os profissionais expostos “de forma permanente, a roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial”.

Um outro objetivo dessa lei, foi a revogação da Lei 7.369/1985, que versava sobre o adicional de periculosidade em trabalhadores expostos à eletricidade (obs.: no site do Palácio do Planalto, essa lei já aparece como revogada). Por sua vez, essa lei "era" regulamentada especificamente pelo Decreto 93.412/1986. Nos parecia razoável admitir que se a lei foi revogada, o decreto que regulamentava a mesma lei também tivesse sido revogado. No entanto, constatamos em 31/12/12, no site do Palácio do Planalto, que esse mesmo decreto aparece como vigente, apesar da revogação da Lei 7.369/1985. O anexo desse decreto delimita quem pode (ou não) receber adicional de periculosidade em virtude da exposição à eletricidade.

Com a revogação da Lei 7.369/1985, teoricamente, fica valendo somente a genérica redação do novo art. 193 da CLT, que assim coloca:

“São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a: (...) energia elétrica.”

Ao descrever apenas “energia elétrica”, o novo art. 193 da CLT aumentou a abrangência dos profissionais que fazem jus ao adicional de periculosidade em virtude dessa exposição. Tudo nos leva a crer (por uma questão de interpretação literal do novo texto celetista), que a partir de agora, independente de ser um sistema elétrico de potência (SEP) ou sistema elétrico de consumo (SEC), independente se uma rede elétrica tenha voltagem abaixo ou acima de 1.000 V, enfim, nada disso importa: o trabalhador terá direito ao adicional de periculosidade.

No entanto, por cautela, é bom que aguardemos um posicionamento definitivo do Ministério do Trabalho (o que ocorreu em 16 de julho de 2014 - veja abaixo) quanto a seguinte pergunta: o novo art. 193 da CLT revoga (de fato e de direito) o antigo Decreto 93.412/1986? Bons debates hão de vir.


Ministério do Trabalho regulamenta atividades e operações perigosas com energia elétrica

Trata-se de Portaria 1.078 de 16 de julho de 2014. O texto estabelece o Anexo IV da NR-16, e foi publicado no Diário Oficial da União dia 17 de julho de 2014. Confiram através do link abaixo:

https://dl.dropboxusercontent.com/u/51734108/SaudeOcupacional/Port_1078NovaNR16AnexoIV.pdf.


Notícia relacionada:

EMPRESA QUE SONEGOU INFORMAÇÕES SOBRE RISCOS NO TRABALHO É CONDENADA A RETIFICAR PERFIL PROFISSIOGRÁFICO DE EX-EMPREGADO

Um trabalhador ajuizou ação contra a sua ex-empregadora pedindo a retificação do seu Perfil Profissiográfico Previdenciário (formulário PPP). Isto porque a empresa sonegou informações acerca das condições perigosas que envolviam o trabalho dele, pela exposição a riscos elétricos. É fato que, ao preencher o Perfil Profissiográfico do empregado, as empresas devem fazer constar nele todas as informações referentes ao empregado durante o contrato de trabalho, como as atividades exercidas por ele, se esteve exposto a agentes nocivos a sua saúde, além de exames médicos clínicos. Mas, em defesa, a empregadora negou a acusação, sustantando que o Pefil Profissiográfico do reclamante reflete a correta avaliação das condições de segurança e higiene no trabalho, enquanto este foi seu empregado.

Ao analisar o caso na 2ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano, o juiz Edson Ferreira de Souza Júnior determinou a realização de perícia técnica para apuração da periculosidade. E o perito concluiu que o reclamante esteve exposto a risco de descarga elétrica em condições de periculosidade, nos termos do Decreto nº 93.412/1986, e isso não foi registrado no formulário PPP do ex-empregado.

A reclamada não concordou com a conclusão do perito e sustentou que o reclamante, atuando na manutenção e reparo, trabalhava em fontes consumidoras e com equipamentos desernegizados, o que afastaria tanto o risco de descarga elétrica, quanto o enquadramento do ex-empregado como eletricitário. Mas, de acordo com os esclarecimentos do perito, o conceito de eletricitário abrange todo empregado que se envolva em atividades no sistema elétrico de potência, de forma permanente ou intermitente, e não apenas aqueles que trabalham em empresas do setor de geração e distribuição de energia, nos termos da Orientação Jurisprudencial nº 324 da SDI-I do Tribunal Superior do Trabalho.

Acolhendo as conclusões do laudo pericial, o juiz sentenciante condenou a reclamada a retificar os dados do Perfil Profissiográfico Previdenciário do reclamante, determinando o registro das condições de risco de descarga elétrica a que o trabalhador esteve exposto, por todo o período contratual, sob pena de multa diária de cem reais, limitada a dez mil reais, atualizada com juros e correção monetária quando da liquidação da sentença. A ré interpôs recurso ordinário, mas o TRT-MG manteve a decisão de 1º Grau.

Processo número: 0002051-53.2012.5.03.0034 RO

Fonte: TRT/MG.



COMENTÁRIOS SOBRE O ASSUNTO.

  1. A grande vantagem da nova redação do Art. 193 será a redução dos processos trabalhistas de eletricistas em Sistema Elétrico de Poténcia (SEC). Havia muita discordância no assunto, especialmente a manutenção em redes abaixo de 1.000V. Tenho acompanhando muitos processos desse e certamente vai parar.

    Mas haverá aumento de custo na folha de pagamento das empresas de construção civil, hospitalar, manutenção, entre outros em 30% no adicional desses profissionais.
    Responder
  2. Eng. Adriano G. Teixeira15 de janeiro de 2013 16:35
    Entendo que a Lei tratou apenas de unificar os adicionais, num único texto (faltou a radiação ionizante). Creio que o Decreto 93.412/1986 continue em vigor e sendo ainda decisivo para a determinação do adiconal.
    Responder
  3. ola eu sou eletricista a 20 anos e esperei muito tempo ,por este art.193 .Agora eu queria saber ser a empresa em que eu trabalho vai paga os 30%,eu espero que sim ,como eu ajo 
    Responder

    Respostas





    1. Prezado Aloisio, teoricamente ela deveria, a partir da vigência da lei nova, começar a pagar o adicional a quem de direito, caso não esteja pagando, caberá uma reclamação judicial, cobrando o adicional desde a data de vigência da lei nova até a presente data....Sander
    2. Mas depois da revogação da lei só tem direito a periculosidade nessas condiçoes "mpliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador".

      se é permnanente vc tem que trabalhar todo seu tempo exposto ao risco!!!!
    3. Responder
  4. Depois o legislativo reclama que o judiciário está avançando suas atribuições querendo legislar! Com leis vagas como essa que não definem absolutamente nada, é claro que caberá ao judiciário "interpretar" o que queria o legislador dizer!
    Responder
  5. Prezados, a regulamentação deste artigo da CLT assim como tantos outros do capítulo V da CLT se fará através da nova redação da NORMA REGULAMENTADORA N.º 16 que trata especificamente da Periculosidade. Portanto o Decreto 93412/86 não servirá de referencia para a definição de exposição, Aliás a Nova Redação da NR-16 já está em consulta pública e a CNI (Confederação Nacional das Indústrias) já expôs uma sugestão de redação que deixa claro que somente trabalho em alta tensão (independentemente de SEP ou unidade consumidora) fará jus a perceber o respectivo adicional. Lembrando que alta tensão é aquela acima de 1000 Volts -C.A. O que automaticamente excluiria eletricistas residenciais, comerciais, instaladores de ar condicionado, técnicos em telecomunicações etc. Ficando o adicional restrito a profissionais que realizam intervenção em sistemas de Alta Tensão.
    Responder
  6. boa tarde,sou funcionario de estatal energia eletrica.trabalho na na rede de baixa tensao,diversos casos ja troquei chaves de alta tensao,muito proximo da rede mt 15kw,25kw ,cotidiano ligar trasformadores...minha duvida continuamos a receber periculosidade
    Responder
  7. Então devo pagar Periculosidade aos eletricistas de manutenção de baixa tensão????
    Responder
  8. Sou eletricista na csa fazemos manutenção em subestações de 6.6kve nao recebemos peri, como devo agir diante disso, obrigado
    Responder
  9. boa noite meu nome é washington sou eletricista e trabalho com manutenção de elevadores e guidastes de construções civil tenho direito a trinta por cento de periculosidade?
    Responder
  10. sou profissional de elétrica prestado de serviço da industria na fabrica michelin em campo grande no rio de janeiro e a empresa que trabalho e a unica em que não paga o adicional piriculosidade gostaria de saber oque posso fazer para buscar os meus direitos
    Responder
  11. Então devo pagar Periculosidade aos eletricistas de manutenção de baixa tensão????
    Responder
  12. Bom dia! Sou encarregado de manutenção predial trabalho com energia 220v trifásico constante,quadro de força,PC, quadro energizado ,casa de máquinas, casa de bombas, faço revisões em calhas aéreas de energia, revisões em tubulações de gás natural e etc.
    Gostaria de saber, se tenho direito de receber o adicional de periculosidade?
    Responder
  13. Bom dia! Sou eletricista predial trabalho com energia 220v trifásico constante,quadro de força,PC, quadro energizado ,casa de máquinas, casa de bombas, faço revisões em calhas aéreas de energia, revisões em tubulações de gás natural e etc.
    Gostaria de saber, se tenho direito de receber o adicional de periculosidade?

    Responder
    Responder
  14. TODO ELETRICISTA TEM DIREITO DE RECEBER OS TRINTA POR CENTO DA PERICULOSIDADE, SE ELE NÃO PAGAREM VOCÊS , QUANDO SAIR DA EMPRESA VOCÊS PODEM ACIONAR A JUSTIÇA OU MINISTERIO DO TRABALHO. É UM DIREITO SEU.
    Responder
  15. essa lei serve para que trabalha com tinta e pinturas?
    Responder
  16. essa lei serve para quem trabalha com tintas e pinturas?
    Responder
  17. Prezados:

    Como esse é um tema bastante controverso,busquei algumas informações e encontrei respaldo nalgumas súmulas e Orientações Jurisprudenciais do TST.
    Atentem para o que diz a Orientação Jurisprudencial n.º 324 da SBDI-I do TST:
    " -É assegurado o adicional de periculosidade apenas aos empregados que trabalham em sistema elétrico de potência em condições de risco, ou que o façam com equipamentos e instalações elétricas similares, que ofereçam risco equivalente, ainda que em unidade consumidora de energia elétrica.- Assim, ainda que o trabalho não seja prestado em unidade fornecedora de energia elétrica, mas consumidora, é devido o adicional de periculosidade, desde que as atividades sejam desenvolvidas mediante contato com
    equipamentos e instalações elétricas similares, que ofereçam risco equivalente."
    Sendo assim,como a lei é questão de interpretação e arguição, seu direito passa a depender da capacidade e competência do advogado que constituí.
    Afinal,a lei existe e está aí pra ser cumprida.Basta ser provocada.É isso!
    Responder
  18. Prezados,

    O profissional que trabalha em rede desenergizada, não tem o direito ao adicional?

    Desde já agradeço.
    Responder

Partida Compensada (Auto - Trafo)

Resumo sobre o que é uma Partida Chave Compensada. 

Foto de Paulo Paulo.

A partida compensadora ou chave compensadora é utilizada para partidas sob cargas de motores de indução trifásicos com rotor em curto-circuito, onde a chave estrela-triângulo é inadequada. A norma prevê a utilização desta chave para motores, cuja potência seja maior ou igual a 15 CV. Esta chave reduz a corrente de arranque, evitando sobrecarregar a linha de alimentação. Deixa, porém, o motor com conjugado suficiente para a partida.

A tensão na chave compensadora é reduzida através de um autotransformador trifásico que possui geralmente taps de 50%, 65 % e 80% da tensão nominal.

Durante a partida alimenta-se com a tensão nominal o primário do autotransformador trifásico conectado em estrela e do seu secundário é retirada à alimentação para o circuito do estator do motor.

A passagem para o regime permanente faz-se desligando o autotransformador do circuito e conectando diretamente a rede de alimentação no motor trifásico.

Este tipo de partida normalmente é indicado para motores de potência elevada, acionando cargas com alto índice de atrito, tais como, como acionadores de compressores, grandes ventiladores, laminadores, moinhos, bombas helicoidais e axiais (poço artesiano),britadores, máquinas acionadas por correias, etc.

by Luis Antonio Correia

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