Matérias do Blog Ensinando Elétrica

Coletânea Ensinando Elétrica em DVDs - Receba em sua Casa 

                
        Fiquem sempre ligados no blog, o blog tem atualização semanal com matérias quentes e novidades no setor elétrico para se manter informado vire um seguidor e receba as atualizações no seu Email.





        Teste para eletricistas by Ensinando Elétrica

        Atualização do blog ensinando elétrica

        Olá amigos novas mudanças foram feitas no nosso Blog Ensinando Elétrica, assim deixando o mesmo mais atrativo e moderno, vire um seguidor e receba sempre atualizações de novas matérias postadas
        novos material disponíveis para baixar, novos programas e softwares de elétrica, obrigado a todos espero que gostem do novo tema, e fique sempre ligados no Aplicativo do nosso Blog e se ainda não tem baixe já e faça parte do Grupo de elétrica do Whatsapp, para baixar clique aqui e não fique fora dessa.




        Obrigado a colaboração da Equipe que edita e administra o Blog Ensinando Elétrica

        Felipe Vieira ( Dono e Administrador )
        Débora Regina Nepomuceno (Administradora)
        Leandro Coutinho (Criador de postagens)
        Andre de Souza Ribeiro (Criador de postagens)

        Blog Ensinando Elétrica desde 2010, compartilhando conhecimento


        Comentem, caso encontrar algum BUG" ou erro para repararmos. Obrigado a todos

        NR-10 COMENTADA 100% RECOMENDADA


        NORMA NR-10 COMPLETA COMENTADA - EDIÇÃO DE POSTAGEM POR ENSINANDO ELÉTRICA








        "OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO"

        10.1 á 10.14

        10.1 Objetivo e campo de aplicação
        10.1.1 Esta Norma Regulamentadora (NR) estabelece os requisitos e condições mínimas
        que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de
        forma a garantir a segurança e saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente,
        interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade.

        10.1.2 Esta NR se aplica a todas as fases de geração, transmissão, distribuição e consumo,
        incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das
        instalações elétricas, e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, observando-
        se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência
        ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis.

        10.2.1 Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas
        preventivas de controle do “risco” elétrico e de outros “riscos adicionais”, mediante
        técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e saúde no trabalho.

        10.2.2 As medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa,
        no âmbito da preservação da segurança, saúde e do meio ambiente do trabalho.

        10.2.3 As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das
        instalações elétricas dos seus estabelecimentos com as especificações do sistema de
        aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção.

        10.2.4 Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem constituir e
        manter o “Prontuário de Instalações Elétricas”, contendo além do disposto no item 10.2.3
        no mínimo:

        a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança
        e saúde, implantadas e relacionadas a esta NR e descrição das medidas de
        controle existentes;

        b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra
        descargas atmosféricas e aterramentos elétricos;

        c) especificação dos “Equipamentos de Proteção Coletiva” e individual
        e o ferramental, aplicáveis, conforme determina esta NR;

        d) documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação,
        autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados;

        e) resultados dos testes de “Isolação Elétrica” realizados em equipamentos
        de proteção individual e coletiva;

        f ) certificações dos equipamentos e materiais elétricos aplicados em
        “áreas classificadas”.

        g) relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações, cronogramas
        de adequações, contemplando as alíneas de “a” a “f”.

        10.2.5 As empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do
        “Sistema Elétrico de Potência” devem constituir prontuário com o conteúdo do item 10.2.4
        e acrescentar os documentos listados a seguir:

        a) descrição dos procedimentos para emergências;

        b) certificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual;

        10.2.5.1 As empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de
        Potência devem constituir prontuário contemplando as alíneas “a”, “c”, “d” e “e”, do item

        10.2.4 e alíneas “a” e “b” do item 10.2.5.

        10.2.6 O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido atualizado
        pelo empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa, devendo permanecer
        à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviços em eletricidade.

        10.2.7 Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem
        ser elaborados por profissional legalmente habilitado.

        ----------------------------------------------------------------------------------------------

        "Comentários"

        • O item 10.2.1, ao se referir a medidas preventivas de controle de risco,
        descreve o que em Segurança do Trabalho se entende por atitude proativa,
        ou seja: por meio de conscientização, treinamento adequado e técnicas
        de análise de riscos (ferramentas gráficas), procura-se:

        1) Identificar o risco;
        2) Avaliar o risco;
        3) Implementar medidas de controle.

        Assim define-se o propósito do trabalho de um profissional da área de
        segurança: “garantir a saúde e a integridade física do trabalhador”, e
        que, por meio de treinamento adequado, deve ser também o propósito
        de todos os trabalhadores não só em relação a si mesmos, como também
        em relação aos seus companheiros de trabalho.

        Note-se que não apenas os riscos referentes à área elétrica são
        considerados, mas também os chamados riscos adicionais, como o risco
        de queda (trabalho em altura), exposição a produtos químicos, acidentes
        com ferramentas, etc.

        • O item 10.2.2 refere-se à gestão integrada de saúde, segurança e meio
        ambiente mencionada como política obrigatória das empresas.

        • A NR-10, no sentido de implementar as medidas de controle de riscos
        nos trabalhos com eletricidade, estabelece a obrigação de existência de
        documentação técnica, como diagramas unifilares (em que três fios de
        um sistema trifásico são representados por apenas um fio em diagramas
        elétricos) para todas as empresas (item 10.2.3) e a criação do prontuário
        técnico para as empresas com carga instalada acima de 75 kW (item
        10.2.4). 

        O Prontuário de Instalações Elétricas é uma das mais importantes
        inovações da NR-10, em vista da homogeneização do conjunto de
        documentos técnicos obrigatórios nas empresas, como procedimentos
        de segurança, relatórios de inspeções e testes de equipamentos, cadastro
        de pessoal autorizado (item 10.8, comentários adiante), especificação
        de equipamentos de proteção individual e coletivo (EPI e EPC),
        certificações de equipamentos e dispositivos aplicados em áreas
        classificadas. 

        Alterações nas instalações, substituições de equipamentos,
        novos procedimentos de segurança, implementação de novas atividades
        nas proximidades de Sistemas Elétricos de Potência, mudanças no
        cadastro de trabalhadores obrigarão os responsáveis a atualizar o
        Prontuário de Instalações Elétricas (item 10.2.4g).

        • “Áreas classificadas” – (ver glossário e comentários do item
        10.9 – Proteção contra incêndio e explosão).

        • Ferramental – Em atividades elétricas, as ferramentas de mão, como,
        por exemplo, alicates e chaves de fenda, têm sua empunhadura isolada
        para evitar choques elétricos. Quando nos referimos a ferramentas
        elétricas manuais (furadeiras, serras, etc.), a sua especificação deve
        contemplar duplo isolamento, dando um maior grau de segurança à
        separação de suas partes energizadas das suas partes metálicas, e
        prevendo ainda recursos para aterramento. O item 10.2.4c garante a 
        necessidade da correta especificação (principalmente quanto ao nível de tensão) 
        para estes e outros equipamentos usados para atividades em instalações elétricas, 
        como “Caminhões MUNCK com cesta aérea”, para trabalhos em redes de Média Tensão (Linha Viva), 
        escadas duplas extensíveis, varas de manobra, coberturas isolantes
        flexíveis para condutores. Esta necessidade aplica-se também com
        relação aos EPC e EPI.

        • Uma importante inovação, constante no item 10.2.5, diz respeito a
        empresas que exerçam atividades nas proximidades de Sistemas
        Elétricos de Potência (SEP) que estarão obrigadas a possuir além do
        Prontuário de Instalações Elétricas, um Plano de Emergência e
        Certificados de Aprovação dos Equipamentos de Proteção Coletiva
        e Individual.

        • Plano de Emergência (ver item 10.12 – Situação de emergência,
        e comentários).

        • A NR-6 (Equipamento de Proteção Individual – EPI), item 6.2, obriga as
        empresas a só utilizarem EPIs que foram testados pelo órgão nacional
        competente (empresas certificadoras reconhecidas pelo Sistema
        Brasileiro de Certificação), e aprovado pelo Ministério do Trabalho e do
        Emprego. Atestada a sua qualidade, um “Certificado de Aprovação (CA)”
        é fornecido para cada equipamento (ver item 10.2.9 e comentários).

        • Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA)
        e Aterramento Elétrico, (item 10.2.4), ver item 10.2.8.3 e comentários.

        -------------------------------------------------------------------------------------------------

        "MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA"

        10.2.8 Medidas de proteção coletiva
        10.2.8.1 Em todos os serviços executados em “Instalações Elétricas” devem ser previstas
        e adotadas, prioritariamente, medidas de proteção coletiva aplicáveis, mediante
        “Procedimentos”, às atividades a serem desenvolvidas de forma a garantir a segurança e
        a saúde dos trabalhadores.

        10.2.8.2 As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a desenergização
        elétrica conforme estabelece esta NR e, na sua impossibilidade, o emprego de
        tensão de segurança.

        10.2.8.2.1 Na impossibilidade de implementação do estabelecido no subitem 10.2.8.2.,
        devem ser utilizadas outras medidas de proteção coletiva, tais como: isolação das partes
        vivas, “Obstáculos”, “Barreiras”, sinalização, sistema de seccionamento automático de
        alimentação, bloqueio do religamento automático.

        10.2.8.3 O aterramento das instalações elétricas deve ser executado conforme regulamentação
        estabelecida pelos órgãos competentes e, na ausência desta, deve atender às
        Normas Internacionais vigentes.

        --------------------------------------------------------------------------------------------------

        Comentarios:

        • As medidas de Proteção Coletiva visam à proteção não só de
        trabalhadores envolvidos com a atividade principal que será executada e
        que gerou o risco, como também a proteção de outros funcionários que
        possam executar atividades paralelas nos arredores, ou até passantes,
        cujo percurso pode levá-los à exposição ao risco existente.

        • Inicialmente, para trabalhos em instalações elétricas, o passo mais
        importante seria a “DESENERGIZAÇÃO” dos circuitos ou equipamentos energizados.

        • Caso não seja possível a desenergização dos circuitos ou
        equipamentos, outros procedimentos e medidas de segurança deverão
        ser utilizados, como: Emprego de “TENSÃO DE SEGURANÇA”, em que tensões abaixo de
        50 V (extrabaixa) são utilizadas. Muitas ferramentas manuais podem ser
        encontradas para a tensão de 24 V, para trabalhos em locais úmidos,
        pois, com a umidade, a resistência do corpo humano diminui, e o poder
        de isolamento dos equipamentos fica comprometido.
        “ISOLAÇÃO DAS PARTES VIVAS”, que, através da utilização de materiais
        isolantes, evita o risco de contato acidental com condutores ou
        peças metálicas energizadas e conseqüente eletrocussão dos
        trabalhadores envolvidos. Como exemplo, podemos citar a capa plástica
        de isolamento em condutores.

        “OBSTÁCULOS E BARREIRAS”, representados por cercas de madeira,
        cercas de redes plásticas, cavaletes, cones, fitas vermelhas ou zebradas,
        com sinalização reflexiva, cercas metálicas, etc. Pela definição,
        obstáculos impedem o contato acidental, mas não o contato
        intencional, e barreiras impedem todo e qualquer contato.

        “SINALIZAÇÃO”, em que placas e cartazes alertam sobre: “PERIGO DE
        VIDA”, “HOMENS TRABALHANDO NO EQUIPAMENTO”, “NÃO LIGUE
        ESTA CHAVE”, “ALTA-TENSÃO”, etc.

        Os trabalhos de manutenção em linhas elétricas aéreas ou subterrâneas
        exigem a utilização de barreiras e sinalizações devido ao grande
        movimento de transeuntes e veículos nas imediações.
        “SECCIONAMENTO AUTOMÁTICO DA ALIMENTAÇÃO”, inexistente
        em algumas instalações mais antigas, permite a manobra de
        dispositivos de seccionamento (disjuntores, chaves seccionadoras
        para carga ou não) automática e remotamente, desenergizando os
        circuitos ou instalações com mais segurança, para fins de manutenção.

        O seccionamento automático, comandado através de relês de
        proteção de diversos tipos, também protege as instalações e
        funcionários presentes em diversas condições inesperadas de falha.
        “BLOQUEIO DO RELIGAMENTO AUTOMÁTICO”, em sistemas que
        possuem para evitar reenergização do circuito em manutenção e risco
        de eletrocussão nos funcionários envolvidos.

        Apesar de não mencionados especificamente, os relês de fuga para
        terra ou, “Dispositivos Diferenciais Residuais”, são importantes
        ferramentas para a proteção de trabalhadores ou outros em contatos
        indiretos ou até contatos diretos. Trata-se de relês do tipo
        diferencial que operam segundo o equilíbrio de correntes que entram
        e saem do circuito, que estão equilibradas.

        Em caso de contato acidental (por exemplo, uma pessoa tocando num ponto energizado,
        ou por falta fase-massa num equipamento) há um desequilíbrio nas
        correntes do circuito que produz um valor diferencial que fará o relê
        atuar, desligando a alimentação. Como são muito rápidos, diminuem
        o tempo de exposição a uma corrente, e conseqüentemente os danos
        físicos em caso de choque elétrico em uma pessoa.

        “ATERRAMENTO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS”, cuja função é
        escoar para terra as cargas elétricas indesejáveis, que podem ser
        decorrentes de falta fase-massa, indução eletromagnética, eletricidade
        estática, e descargas atmosféricas. A falta fase-masssa decorre de contato
        acidental de condutores energizados com materiais metálicos condutores
        mas que não pertencem à instalação, como a caixa metálica que protege
        um eletrodoméstico. O campo eletromagnético produzido por um circuito
        elétrico pode, através do fenômeno da indução, produzir uma tensão
        elétrica em um outro circuito desenergizado. 

        Um exemplo é o aparecimento de tensões em redes desligadas devido à existência de
        outra rede ou linha de transmissão próximas. A eletricidade estática é
        gerada através do atrito, podendo causar centelhamento e incêndio ou
        explosão em áreas classificadas (ver item 10.9 – Proteção contra Incêndio
        e Explosões e comentários). Descargas atmosféricas são os raios em
        dias de tempestade, originadas por diferentes cargas elétricas geradas
        nas nuvens, que podem escoar para o solo através de estruturas,
        causando grandes acidentes e prejuízos. Essas quatro situações levam
        a uma mesma solução de proteção coletiva: aterramento.

        Um sistema de aterramento é formado por condutores, eletrodos e malha
        de terra, se necessário. O princípio funcional é criar um caminho facilitado
        para o escoamento dessas cargas elétricas para terra, através de um
        circuito de baixa impedância. Isso protegerá os funcionários ou pessoas
        que possam vir a ter contato (indireto) com essas estruturas
        indevidamente energizadas. No caso de descargas atmosféricas temos
        ainda o captador, uma estrela com pontas, no alto dos prédios (páraraios
        tipo Franklin), e ligado ao condutor de descida.

        Os contatos diretos são com pontos normalmente energizados; contatos
        indiretos são com partes metálicas das estruturas mas que não pertencem
        ao circuito elétrico, e que se encontram acidentalmente energizadas.
        A eqüipotencialização evita com que haja uma diferença de potencial
        entre partes metálicas de uma estrutura que não pertencem ao circuito
        elétrico, mas que se estiverem nessa situação causarão um choque
        elétrico em pessoas que as tocarem simultaneamente. A ligação
        eqüipotencial principal interliga todas as estruturas que não façam parte
        do circuito elétrico com o terminal de aterramento principal. As ligações
        eqüipotenciais secundárias interligam as massas e partes condutoras
        da estrutura entre si, neutralizando o risco de choque elétrico entre partes
        metálicas diferentes.

        A eqüipotencialização pode ser observada durante o aterramento
        temporário, onde, por exemplo, condutores trifásicos são ligados entre si
        e depois ao dispositivo de aterramento temporário do conjunto.

        • Principais equipamentos de Proteção Coletiva:
        Coletes reflexivos;
        Fitas de demarcação, reflexivas;
        Coberturas isolantes;
        Cones de sinalização (75 cm, com fitas reflexivas);
        Conjuntos para aterramento temporário;
        Detectores de tensão para BT e AT, imprescindíveis em procedimentos
        de segurança com teste de circuitos ou equipamentos que devam estar
        efetivamente desenergizados para início do trabalho com segurança.

        --------------------------------------------------------------------------------------------------

        "MEDIDAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL"

        10.2.9 Medidas de proteção individual
        10.2.9.1 Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva
        forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados
        equipamentos de proteção individual específicos e adequados às atividades
        desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR-6.

        10.2.9.2 As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo contemplar
        a condutibilidade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas.

        10.2.9.3 É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas
        ou em suas proximidades.

        ------------------------------------------------------------------------------------------------

        Comentarios:

        • As medidas de Proteção Coletiva serão prioritárias em vista de sua
        abrangência. Caso não sejam suficientes, utilizaremos então a proteção
        individual, item 10.2.9.1.

        • A norma de segurança que trata dos equipamentos de proteção individual
        (EPI) é a NR-6, e poderíamos resumi-la da seguinte forma:
        Todo EPI deve possuir CA (Certificado de Aprovação) (ver item 10.2.4
        e Comentários).

        Obrigações do empregador:

        1. Adquirir o adequado ao risco de cada atividade;
        2. Exigir seu uso;
        3. Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional
        competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
        4. Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda
        e conservação;
        5. Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
        6. Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e
        7. Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.

        Obrigações do empregado:

        1. Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
        2. Responsabilizar-se pela guarda e conservação;
        3. Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio
        para uso;
        4. Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

        • Os uniformes de trabalho devem ser fornecidos pela empresa, não
        permitindo a utilização de outras vestimentas que possam introduzir
        riscos, como condutibilidade do próprio tecido ou através de peças
        metálicas (fechos, tachas, rebites, etc.) e também não devem ser de
        materiais facilmente inflamáveis, como alguns tipos de materiais sintéticos.

        • O item 10.2.9.3 enfatiza a proibição de uso de adornos pessoais em
        instalações elétricas, como colares, anéis, pulseiras e relógios que podem
        causar acidentes por contatos com partes energizadas.

        • Os principais Equipamentos de Proteção Individual utilizados na área
        elétrica são assim descritos:

        Cintos de segurança para eletricista, com talabarte;
        Capacetes classe “B”, aba total (uso geral e trabalhos com energia elétrica,
        testados a 30.000 V);
        Botas com proteção contra choques elétricos, bidensidade, sem partes
        metálicas;

        Óculos de segurança para proteção contra impacto de partículas volantes,
        intensos raios luminosos ou poeiras, com proteção lateral;
        Protetores faciais contra impacto de partículas volantes, intensos raios
        luminosos ou poeiras;
        Braçadeiras ou mangas de segurança para proteção do braço e antebraço
        contra choques elétricos, e coberturas isolantes;
        Luvas de borracha com as classes de isolamento abaixo:

        CLASSE TENSÃO DE TRABALHO (V)
        CORRENTE ALTERNADA

        0 ------------- 1.000
        1 ------------- 7.500
        2 ------------- 17.500
        3 ------------- 26.500
        4 ------------- 36.000

        Luvas de cobertura para proteção das luvas de borracha;
        Bolsas para içamento de ferramentas.

        ------------------------------------------------------------------------------------------------

        "SEGURANÇA EM PROJETOS"

        10.3 Segurança em projetos
        10.3.1 É obrigatório que os projetos de instalações elétricas especifiquem dispositivos
        de desligamento de circuitos que possuam recursos para “Impedimento de Reenergização”,
        para “Sinalização” de advertência com indicação da condição operativa.

        10.3.2 Todo projeto elétrico, na medida do possível, deve prever a instalação
        de dispositivo de seccionamento de ação simultânea que permita a aplicação de
        “Impedimento de Reenergização” do circuito.

        10.3.3 O projeto de instalações elétricas deve considerar o espaço seguro, quanto ao
        dimensionamento e a localização de seus componentes e as influências externas,
        quando da operação e da realização de serviços de construção e manutenção.

        10.3.3.1 Os circuitos elétricos com finalidades diferentes, tais como: comunicação, sinalização,
        controle e tração elétrica devem ser identificados e instalados separadamente,
        salvo quando o desenvolvimento tecnológico permitir compartilhamento, respeitadas
        as definições de projetos.

        10.3.4 O projeto deve definir a configuração do esquema de aterramento, a obrigatoriedade
        ou não da interligação entre o condutor neutro e o de proteção e a conexão à
        terra das partes condutoras não destinadas à condução da eletricidade.

        10.3.5 Sempre que tecnicamente viável e necessário devem ser projetados dispositivos
        de seccionamento que incorporem recursos fixos de eqüipotencialização e aterramento
        do circuito seccionado.

        10.3.6 Todo projeto deve prever condições para a adoção de “Aterramento Temporário”.

        10.3.7 O projeto das instalações elétricas deve ficar à disposição dos trabalhadores
        autorizados, das autoridades competentes e de outras pessoas autorizadas pela
        empresa e deve ser mantido atualizado.

        10.3.8 O projeto elétrico deve atender ao que dispõem as Normas Regulamentadoras
        de Saúde e Segurança no Trabalho, às regulamentações técnicas oficiais estabelecidas, e
        ser assinado por profissional legalmente habilitado.

        10.3.9 O memorial descritivo do projeto deve conter, no mínimo, os seguintes
        itens de segurança:

        a) especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos,
        queimaduras e outros riscos adicionais;
        b) indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos: Verde –
        “D”, desligado e Vermelho – “L”, ligado;
        c) descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e equipamentos,
        incluindo dispositivos de manobra, de controle, de proteção, de intertravamento
        dos condutores e os próprios equipamentos e estruturas, definindo como tais
        indicações devem ser aplicadas fisicamente nos componentes das instalações;
        d) recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso de pessoas aos
        componentes das instalações;
        e) precauções aplicáveis em face das “Influências Externas”;
        f ) o princípio funcional dos dispositivos de proteção, constantes do projeto,
        destinados à segurança das pessoas; e
        g) descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação
        elétrica.

        10.3.10 Os projetos devem assegurar que as instalações proporcionem aos trabalhadores
        iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR-17 – Ergonomia.

        ---------------------------------------------------------------------------------------------

        Comentarios:

        • O item 10.3 é uma inovação bastante importante na NR-10, pois introduz
        o conceito de antecipação no reconhecimento dos riscos potenciais de
        futuras instalações, que orienta o projetista nessa fase preliminar do projeto
        a fazer modificações que irão neutralizar esses riscos, tornando mais
        eficiente a execução de atividades sob a filosofia da segurança do trabalho.

        • Todo e qualquer equipamento ou rotina de operação que venha a
        incrementar a segurança intrínseca das instalações deverá ser
        implementada, desde que dentro de critérios racionais.

        • Assim sendo, deve ser previsto:
        Dispositivos de desligamento de circuitos (disjuntores) com dispositivos
        de impedimento de reenergização (relês de bloqueio que impedem a
        reenergização, a menos que sejam operados manualmente) que vão
        eliminar o risco de eletrocussão de trabalhadores em trabalhos de
        manutenção em circuitos desenergizados, assim como sinalização de
        advertência e de condições operacionais (ex.: dispositivo aberto ou
        fechado, painéis mímicos, telas do sistema em computadores), evitando
        acidentes devido à falta de informações sobre o real estado do sistema.

        A previsão do distanciamento e espaços seguros nas instalações impede
        contatos acidentais com partes energizadas, em atividades de
        manutenção, além da preocupação ergonômica com as posições
        de trabalho.

        Aterramento de todas as partes condutoras que não façam parte dos
        circuitos elétricos, o que neutraliza a possibilidade de choque elétrico
        por contato (indireto) com essas partes que podem ser energizadas por
        indução elétrica ou contato acidental de outros condutores (ver item 10.2.8
        – Medidas de Proteção Coletiva e comentários; aterramento e indução).

        Previsão de incorporação de dispositivos de seccionamento com recursos
        fixos de eqüipotencialização e aterramento ao circuito seccionado, e
        também condições para a execução de aterramento temporário, como
        proteção do trabalhador contra reenergização de circuitos já
        desenergizados (ver item 10.2.8 – Medidas de Proteção Coletiva, e
        comentários; aterramento e eqüipotencialização).

        • Como inovação importante da NR-10, nos itens 10.3.7, 10.3.8, 10.3.9,
        10.3.10, os projetos elétricos são normatizados e padronizados com
        relação ao memorial descritivo, itens necessários ao memorial, obrigação
        de serem seguidas as normas de segurança do trabalho em conjunto
        com as normas técnicas oficiais, a obrigação de disponibilidade do projeto,
        principalmente junto aos trabalhadores autorizados, e ainda a
        necessidade de previsão de um nível de iluminação adequado e
        posicionamento ergonômico de trabalho conforme a NR-17 – Ergonomia
        (item 10.4.5 e comentários).

        ---------------------------------------------------------------------------------------------

        "SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO MONTAGEM E OPERAÇÃO"

        10.4 Segurança na construção,montagem, operação e manutenção
        10.4.1 As instalações elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas,
        ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos
        trabalhadores e dos usuários e serem supervisionadas por profissional autorizado
        conforme dispõe esta NR.

        10.4.2 Nos trabalhos e nas atividades referidas, devem ser adotadas medidas preventivas
        destinadas ao controle dos riscos adicionais, especialmente quanto a altura,
        confinamento, campos elétricos e magnéticos, explosividade, umidade, poeira, fauna e
        flora e outros agravantes, adotando-se a sinalização de segurança.

        10.4.3 Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e
        ferramentas elétricas compatíveis com a instalação elétrica existente, preservando-se
        as características de proteção, respeitadas as recomendações do fabricante e as
        influências externas.

        10.4.3.1 Os equipamentos, dispositivos e ferramentas que possuam isolamento
        elétrico devem estar adequados às tensões envolvidas, e serem inspecionados e testados
        de acordo com as regulamentações existentes ou recomendações dos fabricantes.

        10.4.4 As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de funcionamento
        e seus sistemas de proteção devem ser inspecionados e controlados periodicamente,
        de acordo com as regulamentações existentes e definições de projetos.

        10.4.4.1 Os locais de serviços elétricos, compartimentos e invólucros de equipamentos
        e instalações elétricas são exclusivos para essa finalidade, sendo expressamente proibido
        utilizá-los para armazenamento ou guarda de quaisquer objetos.

        10.4.5 Para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador iluminação
        adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR-17 – Ergonomia, de forma a
        permitir que ele disponha dos membros superiores livres para a realização das tarefas.

        10.4.6 Os ensaios e testes elétricos laboratoriais e de campo ou comissionamento de
        instalações elétricas devem atender à regulamentação estabelecida nos itens 10.6 e 10.7,
        e somente podem ser realizados por trabalhadores que atendam às condições de qualificação,
        habilitação, capacitação e autorização estabelecidas nesta NR.

        -------------------------------------------------------------------------------------------

        Comentarios:

        • O principal foco desta norma é o risco elétrico, mas muitos riscos
        adicionais devem ser controlados ou neutralizados, pois trabalhos de
        manutenção costumam apresentar situações de extrema gravidade.

        O Trabalho em Altura, em redes elétricas, torres, com risco de quedas,
        deve ser encarado com muita seriedade, com treinamento específico, e
        em determinadas situações com a utilização de cinto de segurança tipo
        pára-quedista, dois talabartes, adotando-se sempre uma rígida inspeção
        do equipamento de proteção contra quedas; Espaços Confinados, com
        risco de asfixia, exposição a contaminantes, afogamento, explosão e
        incêndio, dificuldade de resgate, necessitando equipamentos para
        resgate, operação de ventilação para remover gases ou vapores
        explosivos ou contaminantes, máscaras contra produtos químicos, roupas
        especiais, instrumentação de teste de explosividade, nível de oxigênio
        (atmosfera respirável com nível correto de O2); Campos Elétricos e
        Magnéticos, que possam induzir tensões em circuitos desenergizados,
        ou simplesmente interferir nos aparelhos de comunicação, instrumentos
        de medição e comandos remotos; Umidade, que potencializa os riscos,
        propiciando choques elétricos e arcos voltaicos; Poeira, que além de
        contaminante também pode ser explosiva; Fauna, como cobras, aranhas,
        escorpiões, sempre presentes em cubículos, caixas de passagem, interior
        de armários, painéis e bandejas de cabos; Flora, em que há presença
        de riscos biológicos, como bactérias e fungos. Todos esses riscos
        adicionais listados além da possibilidade de produzir acidentes podem
        afetar a saúde do trabalhador. Além dos EPI e EPC (incluída a sinalização
        de segurança), para cada atividade devem ser realizadas as Análises de
        Risco, Autorizações de Serviço, Permissões de Trabalho e seguidos os
        Procedimentos de Segurança adequados (item 10.4.2).

        • Todos os dispositivos e ferramentas utilizadas devem estar em
        condições próprias de uso, serem compatíveis com as instalações
        elétricas e possuir isolamento adequado à tensão do local (itens 10.2.4
        com comentários, 10.4.3 e 10.4.3.1).

        • É bastante comum que alguns funcionários guardem pertences pessoais
        e ferramentas dentro de compartimentos, invólucros de equipamentos,
        painéis elétricos, etc., e também é muito comum que aconteçam acidentes
        de trabalho devido a curtos-circuitos e choques elétricos com graves
        conseqüências devido a essa prática de risco. A NR-10 trata esse assunto
        como atitude de risco, como descrito no item 10.4.4.1.

        • ERGONOMIA significa de forma simplificada o estudo da adaptação
        do trabalho ao ser humano. “ERGOS” em grego significa “TRABALHO”,
        e “NOMOS” significa “REGRAS”. Alguns de seus focos de estudos
        são os posicionamentos de trabalho, condições visuais, controles e
        ferramentas, entre outros. O emprego da ergonomia tem como objetivo
        evitar acidentes e doenças ocupacionais, devido ao mau
        posicionamento ou manejo incorreto de máquinas e ferramentas, ou
        falta de percepção visual. Essa preocupação é demonstrada nos itens
        10.4.5 e 10.3.10 – Segurança em projetos.

        ----------------------------------------------------------------------------------------------

        "SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES DESENERGIZADAS"

        10.5 Segurança em instalações elétricas desenergizadas
        10.5.1 Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas
        para trabalho mediante os procedimentos apropriados, obedecida à seqüência abaixo:

        a) Seccionamento;
        b) Impedimento de reenergização;
        c) Constatação da ausência de tensão;
        d) Instalação de “Aterramento Temporário” com eqüipotencialização dos condutores
        dos circuitos;
        e) Proteção dos elementos energizados existentes na “Zona Controlada” (Anexo I); e
        f ) Instalação da sinalização de impedimento de reenergização.

        10.5.2 O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização
        para reenergização, devendo ser reenergizada respeitando a seqüência de procedimentos
        abaixo:

        a) retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos;
        b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo
        de reenergização;
        c) remoção do aterramento temporário, da eqüipotencialização e das
        proteções adicionais;
        d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização; e
        e) “Destravamento”, se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento.

        10.5.3 As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens 10.5.1 e 10.5.2
        podem ser alteradas, substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função das peculiaridades
        de cada situação, por profissional legalmente habilitado, autorizado e mediante
        justificativa técnica previamente formalizada, desde que seja mantido o mesmo nível de
        segurança originalmente preconizado.

        10.5.4 Os serviços a serem executados em instalações elétricas desligadas, mas com
        possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao que
        estabelece o disposto no item 10.6.

        ------------------------------------------------------------------------------------------------

        Comentarios:

        • Dentro dos preceitos que regem a segurança do trabalho existem
        procedimentos específicos para cada atividade. Em manutenção elétrica é
        bastante utilizado um procedimento de segurança denominado “Travamento
        (ou Bloqueio) e Etiquetagem (ou Sinalização)”. Visa controlar os riscos do
        trabalho com eletricidade, protegendo o trabalhador de exposição ao risco
        de contato com partes energizadas e conseqüente eletrocussão. “Este
        procedimento é também aplicado quando se necessita controlar outras formas
        de energia de risco, como, por exemplo, energia pneumática, hidráulica,
        química, etc.”

        • Assim sendo, as instalações elétricas só serão consideradas
        desenergizadas e seguras para trabalhos após os procedimentos de
        “Travamento e Sinalização”, como listados no item 10.5.1.
        1. Seccionamento; onde chaves, seccionadoras, ou outros dispositivos de
        isolamento são acionados para a desenergização dos circuitos;

        2. Impedimento de reenergização; onde por meio de bloqueios mecânicos,
        cadeados, ou outros equipamentos é garantido a impossibilidade de
        reenergização dos circuitos, o que fica facultado apenas ao responsável
        pelo bloqueio;

        3. Constatação da ausência de tensão; onde por meio de dispositivos de
        “Detecção de Tensão” é garantida a desenergização dos circuitos;

        4. Instalação de aterramento temporário; e eqüipotencialização de
        condutores trifásicos, curto-circuitados na mesma ligação de
        aterramento temporário, o que garante a proteção completa do
        trabalhador em situações outras de energização dos circuitos já
        seccionados, provocados por indução, contatos acidentais com outros
        condutores energizados, etc.;

        5. Proteção dos elementos energizados existentes na “Zona
        Controlada” (ver Glossário); o que significa a colocação de
        barreiras, obstáculos, e que visem a proteger o trabalhador contra
        contatos acidentais com outros circuitos energizados presentes na
        “zona controlada”;

        6. Instalação da sinalização de impedimento de energização; com etiquetas
        ou placas contendo avisos de proibição de religamento, como: “HOMENS
        TRABALHANDO NO EQUIPAMENTO”, “NÃO LIGUE ESTA CHAVE”,
        (ver comentários de “Medidas de Proteção Coletiva”, item 10.2.8).

        • Após a finalização dos trabalhos, assim que for emitida a autorização
        para reenergização, os procedimentos descritos da letra “a” até a letra
        “e” do item 10.5.2 devem ser seguidos e respeitados até a religação dos
        dispositivos de seccionamento. É importante ressaltar que a retirada de
        todos os equipamentos e ferramentas do local de trabalho evita a
        possibilidade de acidentes causados por curtos-circuitos após a
        reenergização; e da mesma forma, todos os trabalhadores presentes na
        zona controlada que não estejam envolvidos no processo de
        reenergização devem ser retirados do local para sua própria segurança.

        • IMPORTANTÍSSIMO! Instalações elétricas desligadas mas com
        possibilidade de serem energizadas passam a ser tratadas como
        “Instalações Elétricas Energizadas”, item 10.5.4.

        ------------------------------------------------------------------------------------------------

        "SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ENERGIZADAS"

        10.6 Segurança em instalações elétricas energizadas
        10.6.1 As intervenções em instalações elétricas com tensão igual ou superior a 50V em
        corrente alternada ou superior a 120V em corrente contínua somente podem ser
        realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item 10.8 desta norma.

        10.6.1.1 Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de
        segurança para trabalhos com instalações elétricas energizadas, com currículo mínimo,
        carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR.

        10.6.1.2 As operações elementares como ligar e desligar circuitos elétricos, realizadas em
        “Baixa Tensão”, com materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado de conservação,
        adequados para operação, podem ser realizadas por qualquer “Pessoa não Advertida”.

        10.6.2 Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados
        mediante procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas no Anexo I.

        10.6.3 Os serviços em instalações energizadas, ou em suas proximidades devem ser
        suspensos de imediato na iminência de ocorrência que possa colocar os trabalhadores
        em “Perigo”.

        10.6.4 Sempre que inovações tecnológicas forem implementadas ou para a entrada
        em operações de novas instalações ou equipamentos elétricos devem ser previamente
        elaboradas análises de risco, desenvolvidas com circuitos desenergizados, e respectivos
        procedimentos de trabalho.

        10.6.5 O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades quando
        verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível.

        ---------------------------------------------------------------------------------------------------

        Comentarios:

        • Instalações elétricas energizadas são aquelas com tensão superior à tensão
        de segurança (Extrabaixa Tensão – EBT), ou seja: 50 VCA ou 120 VCC
        (VCA – Volts em Corrente Alternada; VCC – Volts em Corrente Contínua). O
        trabalho nessas condições só poderá ser realizado por profissionais
        autorizados, como é descrito no item 10.8 e seus comentários (itens 10.6.1
        e 10.6.1.1).

        • Qualquer pessoa não treinada em eletricidade pode realizar operações
        elementares de ligar ou desligar circuitos elétricos em baixa tensão (a
        baixa tensão vai de 50 VCA até 1.000 VCA ou 120 VCC até 1.500 VCC),
        desde que se encontrem em perfeitas condições de operação
        (item 10.6.1.2).

        • Sempre que atividades forem executadas no interior da zona controlada,
        procedimentos de segurança específicos devem ser observados,
        respeitando-se as distâncias de segurança (Anexo II), isolamento de partes
        energizadas, proteção por barreiras, indicação aos trabalhadores envolvidos
        quanto a pontos energizados, palestra inicial de segurança, preenchimento
        de permissões de trabalho, utilização de listas de verificação, etc.
        (item 10.6.2).

        • Antes de qualquer nova atividade é necessária a identificação dos riscos
        inerentes, e depende desses riscos a utilização de um determinado
        procedimento, de tipos diferenciados de EPI, de EPC, de diferentes
        acessórios de trabalho. A esse procedimento damos o nome de “Análise
        de Risco”. No entanto outros riscos não previstos podem surgir, como
        inundações, tempestades, raios, ou quaisquer outros cuja neutralização
        não seja possível. Nesse caso, o responsável pela atividade deve suspender
        as atividades.

        • O item 10.6.4 alerta para entrada em operação e testes de novos
        equipamentos, com nova tecnologia ou modificação de instalações
        existentes. Nessa fase de testes, correções e ajustes é mais provável a
        ocorrência de acidentes. Antes dessas atividades é necessária a elaboração
        de análises de risco e procedimentos de segurança específicos ao
        momento, e desenvolvidos com os circuitos desenergizados.

        ---------------------------------------------------------------------------------------------------

        "TRABALHOS ENVOLVENDO ALTA TENSÃO" (AT)

        10.7 Trabalhos envolvendo alta-tensão (AT)
        10.7.1 Os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas com
        “Alta-Tensão” que exerçam suas atividades dentro dos limites estabelecidos como
        “Zonas Controladas e de Risco”, conforme Anexo I, devem atender ao disposto no item
        10.8 desta NR.

        10.7.2 Os trabalhadores de que trata o item 10.7.1 devem receber treinamento de
        segurança, específico em segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas
        “Proximidades”, com currículo mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas
        no Anexo II desta NR.

        10.7.3 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles executados
        no Sistema Elétrico de Potência (SEP), não podem ser realizados individualmente.

        10.7.4 Todo trabalho em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aquelas
        que interajam com o SEP, somente pode ser realizado mediante ordem de serviço específica
        para data e local, assinada por superior responsável pela área.

        10.7.5 Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em AT, o superior imediato e
        a equipe, responsáveis pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia,
        estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender aos
        príncipios técnicos básicos e às melhores técnicas de segurança em eletricidade
        aplicáveis ao serviço.

        10.7.6 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT somente podem ser
        realizados quando houver procedimentos específicos, detalhados e assinados por
        profissional autorizado.

        10.7.7 A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites
        estabelecidos como zona de risco, conforme Anexo I desta NR, somente pode ser
        realizada mediante a desativação, também conhecida como bloqueio, dos conjuntos
        e dispositivos de religamento automático do circuito, sistema ou equipamento.

        10.7.7.1 Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com
        identificação da condição de desativação, conforme procedimento de trabalho
        específico padronizado.

        10.7.8 Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais
        isolantes, destinados ao trabalho em alta-tensão, devem ser submetidos a testes
        elétricos ou ensaios de laboratório, periódicos, obedecendo-se às especificações do
        fabricante, aos procedimentos da empresa e na ausência desses, anualmente.

        10.7.9 Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT, bem como
        aqueles envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento que
        permita a comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o
        centro de operação durante a realização do serviço.

        -------------------------------------------------------------------------------------

        Comentarios:

        • Trabalhos em alta-tensão envolvem um grande risco de acidentes,
        não apenas pela possibilidade de choque elétrico por contatos diretos
        ou indiretos, mas principalmente pela formação de arcos voltaicos,
        que são o resultado do rompimento do dielétrico (capacidade de
        isolamento) do ar, com grande dissipação de energia, liberando
        luminosidade, calor, e partículas metálicas em fusão. Esse tipo de
        acidente provoca graves queimaduras em todos que estiverem
        situados dentro do seu raio de ação. Daí a definição de “Zona de Risco”
        e “Zona Controlada” (ver Anexo II) importante para o perfeito
        posicionamento do trabalhador em seus limites, e dos procedimentos
        e equipamentos, EPI, EPC, necessários à execução de atividades
        dentro dos princípios da segurança do trabalho. Alta-tensão é a tensão
        definida como tendo valores acima de 1.000 V em Corrente Alternada
        (CA) e 1.500 V em Corrente Contínua (CC) entre fases ou entre fases
        e terra. Trabalhadores exercendo atividades dentro dos limites das
        “Zonas de Risco” ou “Zonas Controladas” (ver Anexo II) têm que
        atender ao disposto no item 10.8, sendo Habilitados, Qualificados, e
        Autorizados, ou Capacitados e Autorizados. Devem ainda estar em
        condições de saúde compatíveis com as atividades a serem 
        executadas em conformidade com a NR-7, Programa de Controle
        Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), tendo recebido todo o
        treinamento previsto no Anexo III, principalmente o treinamento
        específico de Segurança em Sistemas Elétricos de Potência (SEP),
        itens 10.7.1 e 10.7.2.

        • Todo e qualquer trabalho realizado em instalações elétricas em
        Alta-Tensão ou em Sistema Elétrico de Potência (SEP) deve ser
        totalmente controlado através de ordens de serviço, assinadas
        pelo superior responsável (item 10.7.4).

        • Nos limites interiores da “Zona de Risco” (ver Anexo II), os trabalhadores
        devem ser protegidos contra a possibilidade de reenergização dos
        circuitos, por meio da desativação ou bloqueio dos dispositivos de
        religamento automático, que devem estar com sinalização adequada
        indicando desativação, itens 10.7.7 e 10.7.7.1, item 10.10 (Sinalização
        de Segurança), item 10.5 (Segurança em Instalações Elétricas
        Desenergizadas) e item 10.2.8 (Medidas de Proteção Coletiva).

        • É importante observar a necessidade prevista pela norma de realização
        de testes elétricos nos elementos de isolamento de ferramentas e
        equipamentos a serem utilizados em trabalhos em AT ou no SEP.

        -------------------------------------------------------------------------------------------------

        "HABILITAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, CAPACITAÇÃO E AUTORIZAÇÃO"

        10.8 Habilitação, qualificação, capacitação e autorização dos trabalhadores
        10.8.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de
        curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.

        10.8.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente
        qualificado e com registro no competente conselho de classe.

        10.8.3 É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições,
        simultaneamente:

        a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e
        autorizado; e
        b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado.

        10.8.3.1 A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condições
        estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável pela capacitação.

        10.8.4 São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e
        os profissionais habilitados com anuência formal da empresa.

        10.8.5 A empresa deve estabelecer sistema de identificação que permita a
        qualquer tempo conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador,
        conforme o item 10.8.4.

        10.8.6 Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa
        condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa.

        10.8.7 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser
        submetidos a exame de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas,
        realizado em conformidade com a NR-7 e registrado em seu prontuário médico.

        10.8.8 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem possuir
        treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as
        principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas, de acordo com o
        estabelecido no Anexo II desta NR.

        10.8.8.1 A empresa concederá autorização na forma desta NR aos trabalhadores capacitados
        ou qualificados e aos profissionais habilitados que tenham participado com
        avaliação e aproveitamento satisfatório dos cursos constantes do Anexo II desta NR.

        10.8.8.2 Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que
        ocorrer alguma das situações a seguir:

        a) troca de função ou mudança de empresa;
        b) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por período superior a três
        meses;
        c) modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos,
        processos e organização do trabalho.

        10.8.8.3 A carga horária e o conteúdo programático dos treinamentos de reciclagem
        destinados ao atendimento das alíneas “a”, “b” e “c” do item 10.8.8.2 devem atender às
        necessidades da situação que o motivou.

        10.8.8.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento
        específico de acordo com risco envolvido.

        10.8.9 Os trabalhadores com atividades não relacionadas às instalações elétricas,
        desenvolvidas em zona livre e na vizinhança da zona controlada, conforme define esta
        NR, devem ser instruídos formalmente com conhecimentos que permitam identificar e
        avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis.

        --------------------------------------------------------------------------------------

        Comentarios:

        • As atividades exercidas em instalações elétricas envolvem a exposição
        ao risco elétrico, causador de muitos graves acidentes. A perfeita
        identificação deste risco, assim como o conhecimento de procedimentos
        de segurança no trabalho, equipamentos de proteção individual e coletiva,
        e principalmente o simples reconhecimento de que os acidentes não
        acontecem apenas com os outros, diminuirá em muito o índice de
        acidentes do trabalho em atividades elétricas. Isso nos conduz ao
        reconhecimento da necessidade de um programa de intenso treinamento
        na área elétrica associado a um treinamento de segurança do trabalho
        em instalações elétricas.

        • O item 10.8 descreve detalhadamente como deve ser definido o
        trabalhador autorizado a trabalhar em instalações elétricas, evitando-se
        assim que funcionários sem treinamento específico e de segurança
        venham a exercer atividades de risco, expondo-se desnecessariamente
        a acidentes do trabalho.

        • O profissional QUALIFICADO completou com êxito seu curso de formação
        na área elétrica, reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino. Tornou-se
        HABILITADO assim que se registrou no seu Conselho de Classe. Já o
        trabalhador CAPACITADO, 1) foi treinado por profissional; 2) trabalha sob
        a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado. Esta
        capacitação só tem valor na empresa em que trabalha. Com a anuência
        formal da empresa em que trabalham, e devidamente identificados em
        seus registros, eles estão AUTORIZADOS a exercer atividades em
        instalações elétricas.

        • É necessário ainda passar por exames de saúde que lhes permitam
        trabalhar em instalações elétricas, conforme definido pela NR-7 –
        Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

        • A AUTORIZAÇÃO para trabalhadores CAPACITADOS, ou
        QUALIFICADOS e HABILITADOS será dada pela empresa aos que
        tiverem acompanhado com aproveitamento os cursos previstos no Anexo
        III desta Norma (treinamento específico sobre os riscos das atividades
        elétricas e medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas:
        1) “CURSO BÁSICO – Segurança em Instalações e Serviços de
        Eletricidade”; e 2) “CURSO COMPLEMENTAR – Segurança no Sistema
        Elétrico de Potência (SEP) e em suas Proximidades”).

        • Como novidade esta norma prevê treinamentos de reciclagem,
        treinamento de riscos relacionados a áreas classificadas, além do
        treinamento de trabalhadores de outras áreas que não a elétrica, visando
        à identificação de riscos, assim como formas de prevenção de acidentes
        do trabalho que porventura venham a exercer atividades na zona livre ou
        proximidade de zona controlada.

        --------------------------------------------------------------------------------------

        "PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO"

        10.9 Proteção contra incêndio e explosão
        10.9.1 As áreas onde houver instalações ou equipamentos elétricos devem ser
        dotadas de proteção contra incêndio e explosão, conforme dispõe a NR-23 – Proteção
        Contra Incêndios.

        10.9.2 Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados à
        aplicação em instalações elétricas de ambientes com “Atmosferas Potencialmente
        Explosivas” devem ser avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do Sistema
        Brasileiro de Certificação.

        10.9.3 Os processos ou equipamentos suscetíveis de gerar ou acumular eletricidade
        estática devem dispor de proteção específica e dispositivos de descarga elétrica.

        10.9.4 Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de
        incêndio ou explosões devem ser adotados dispositivos de proteção, como alarme e
        seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas de
        isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de operação.

        10.9.5 Os serviços em instalações elétricas nas áreas classificadas somente poderão
        ser realizados mediante permissão para o trabalho com liberação formalizada,
        conforme estabelece o item 10.5 ou supressão do agente de risco que determina a
        classificação da área.

        ----------------------------------------------------------------------------------------

        Comentários:

        • A NR-23 dispondo sobre Proteção Contra Incêndios orienta:
        As classes de fogo são:

        • Classe “A”: Materiais de fácil combustão que queimam na superfície e
        profundidade, e deixam resíduos (madeira, tecidos, papel, fibras, etc.);

        • Classe “B”: Líquidos inflamáveis que queimam somente na superfície, e
        não deixam resíduos (óleos, graxas, tintas, solventes, vernizes, gasolina,
        éter, etc.);

        • Classe “C”: Equipamentos elétricos energizados (motores,
        transformadores, painéis de distribuição, fios, etc.);

        • Classe “D”: Elementos pirofóricos (magnésio, zircônio, titânio, etc.).

        • A Classe “C” de incêndio é a que nos interessa quando nos referimos a
        instalações ou equipamentos elétricos. A água pura, em forma de espuma,
        ou em recipientes sob pressão (extintores de água pressurizada ou
        extintores água-gás), não pode ser utilizada no combate a incêndios
        Classe “C” devido à sua condutibilidade elétrica, podendo causar choques
        elétricos ou curtos-circuitos, tornando ainda mais grave o acidente. Apenas
        água pulverizada poderá ser utilizada, desde que existam os
        equipamentos necessários, manejados por combatentes treinados nesta
        modalidade de combate a incêndio. Para o combate com água, o sistema
        elétrico deverá ser desligado.

        • O combate correto a incêndios da “Classe C” será feito com extintores de
        Gás Carbônico (CO2), e extintores de Pó Químico. Mas vale a pena
        observar que o Pó Químico pode ser prejudicial quando usado em salas
        de computadores ou de equipamentos telefônicos, visto que causa danos
        aos pequenos componentes eletrônicos desses equipamentos. Nesse
        caso, normalmente utilizam-se extintores de Gás Carbônico, que são
        eficientes sem causar danos materiais. Alguns sistemas fixos de CO2
        são ativados automaticamente, em caso de incêndio, pela detecção
        através de sensores específicos (térmicos, infravermelho, fotoelétricos,
        ou de ionização). Nesse caso, o risco seria o da presença de pessoas
        nesses locais confinados, devido à possibilidade de asfixia pelo fato de o
        CO2 eliminar o oxigênio do ambiente ao expulsar a atmosfera respirável
        do recinto. Por isso, na presença de sistemas automáticos de CO2, não é
        permitida a presença de pessoas no local.

        • “Áreas Classificadas” (itens 10.9.2, 10.9.4 e 10.9.5), são áreas passíveis
        de possuir atmosferas explosivas. Atmosferas explosivas são formadas por
        gases, vapores ou poeiras e oxigênio, na proporção correta que dependerá
        das características de cada produto, e que em presença de uma fonte de
        ignição causará incêndio ou explosão. O termo refere-se à classificação
        dessas áreas em função do seu potencial de risco das substâncias
        inflamáveis presentes. Assim, esses ambientes podem ser divididos em
        três classes, que são ainda subdivididas em grupos e divisões
        (ou zonas, pela norma brasileira).

        Em geral temos:

        • Classe I – Gases e vapores, dividida em quatro grupos, de “A” a “D”, e
        algumas das substâncias são: acetileno, hidrogênio, butadieno,
        acetaldeído, eteno, monóxido de carbono, acetona, acrinonitrila, amônia,
        butano, benzeno, gasolina, etc.

        • Classe II – Poeiras, dividida em três grupos, de “E” a “G”, sendo poeiras
        metálicas combustíveis, poeiras carbonáceas (carvão mineral, hulha), e
        poeira combustível, como farinha de trigo, ovo em pó, goma-arábica,
        celulose, vitaminas, etc.

        • Classe III – Fibras combustíveis, como rayon, sisal, fibras de
        madeira, etc.

        Existe ainda uma classificação em que são consideradas as
        probabilidades de ocorrência da mistura explosiva, divisão 2 e 1, pelas
        normas internacionais, e zonas 0, 1, e 2, pelas normas brasileiras. As
        normas mencionadas são a ABNT (Associação Brasileira de Normas
        Técnicas), IEC (International Electrotechnical Commission, européia),
        NEC (National Electrical Code, americana), API (American Petroleum
        Institute), e NFPA, (National Fire Protection Association, americana).

        • Em presença de atmosferas explosivas a fonte de ignição pode ser algum
        dispositivo, acessório ou equipamento elétrico, que possa produzir
        centelhamento. As normas nacionais e internacionais especificam
        equipamentos elétricos para serem utilizados com segurança em áreas
        classificadas, e que são à prova de acidentes por centelhamento. São
        ditos: “à prova de explosões, pressurizados, imersos em óleo, em areia,
        em resina, de segurança aumentada, herméticos, especial, e de
        segurança intrínseca”.

        • Para que esses equipamentos cumpram sua função dentro dos critérios
        de segurança exigidos, eles têm que ser testados dentro de rígidos
        padrões de qualidades (teste de conformidade), e somente pelas
        empresas certificadoras reconhecidas pelo Sistema Brasileiro de
        Certificação, que congrega as certificadoras reconhecidas junto ao
        INMETRO (item 10.9.2).

        • Dentro da necessidade de um rígido controle da possibilidade de
        ocorrência de acidentes devidos a equipamentos elétricos em áreas
        classificadas, a norma exige um maior controle das condições elétricas
        desses sistemas, com relês de proteção contra sobrecorrente,
        sobretensão, aquecimento de motores, falta de fase, correntes de fuga,
        motores com segurança aumentada, alarmes e seccionamento
        automático através de disjuntores (item 10.9.4). É importante ainda
        lembrar que dentro de tão críticas condições de segurança é necessário
        uma detalhada supervisão e acompanhamento seguidos de uma rígida
        manutenção para correção das não conformidades.

        • As permissões de trabalho são autorizações por escrito para trabalhos
        diversos de manutenção, montagem ou outros, que envolvam riscos à
        integridade do pessoal, às instalações, ao meio ambiente, ou à
        continuidade operacional. Descrevem o trabalho, os riscos envolvidos,
        pessoal, EPI, EPC e precauções de segurança a serem seguidas.

        É utilizada em conjunto com Listas de Verificação de requisitos de
        segurança apropriadas a cada atividade, que, depois de satisfeitos,
        possibilitam o início das atividades. A supressão do risco em áreas
        classificadas significa a retirada dos gases ou vapores inflamáveis, através
        de ventilação ou inertização, e em caso de risco elétrico significa a
        desenergização do circuito a ser trabalhado (item 10.9.5).

        • A eletricidade estática é gerada por atrito de correias de máquinas,
        peças em movimentos repetidos, movimentação de fluidos e
        produtos pulverizados em tubulações e silos, sólidos em
        suspensão na atmosfera, etc. A tensão elétrica acumulada pode
        produzir descargas elétricas, que em presença de baixa umidade
        do ar, presença de gases inflamáveis, fibras e poeiras inflamáveis
        podem causar explosões e incêndios de grandes proporções.
        O aterramento é a proteção permanente para que as cargas se
        dissipem (item 10.9.3).

        ----------------------------------------------------------------------------------------

        "SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA"

        10.10 Sinalização de segurança
        10.10.1 Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização
        adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação, obedecendo ao
        disposto na NR-26 – Sinalização de Segurança, de forma a atender, entre outras, as
        situações a seguir:

        a) identificação de circuitos elétricos;
        b) travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e comandos;
        c) restrições e impedimentos de acesso;
        d) delimitações de áreas;
        e) sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de veículos e de
        movimentação de cargas;
        f ) sinalização de impedimento de energização; e
        g) identificação de equipamento ou circuito impedido.

        ---------------------------------------------------------------------------------------

        Comentários:

        • O item 10.10.1 refere-se à NR-26, que dispõe sobre sinalização de
        segurança e orienta com relação à utilização das cores como meios
        identificadores de equipamentos de segurança, delimitando áreas,
        identificando riscos, e em associação com frases, desenhos e símbolos
        com o objetivo de prevenção dos acidentes do trabalho.

        • A correta identificação de circuitos elétricos leva à eficácia no
        desligamento dos circuitos corretos seja por necessidades de
        manutenção, seja por manobras de emergência. Muitos acidentes não
        puderam ser evitados no passado devido à inexistência ou à incorreta
        identificação de circuitos elétricos energizados. O mesmo se aplica à
        utilização de etiquetas e placas para a identificação de travamentos e
        bloqueios de dispositivos e sistemas de manobras e comandos em
        instalações elétricas. Restrições e impedimentos de acesso e
        delimitações de áreas impedem a livre circulação de trabalhadores que
        não estejam diretamente envolvidos com as atividades presentes num
        determinado local, que por conseguinte não estão suficientemente
        informados dos riscos ali existentes. São bastante utilizados cartazes,
        cones, fitas, luzes, e até a própria viatura de manutenção, principalmente
        nos trabalhos na área urbana. A sinalização de áreas de circulação,
        de vias públicas, de veículos, e de movimentação de cargas visa à
        completa separação de pedestres, veículos e máquinas, evitando
        acidentes como atropelamentos, e principalmente em casos de
        movimentação de cargas elevadas, evitar a presença de pessoas sob
        cargas suspensas, o que é um grande risco, em caso de queda da carga.
        Sinalização de impedimento de energização na proteção de
        trabalhadores em atividades de manutenção de circuitos elétricos. Ver
        comentários dos itens 10.5 (Segurança em Instalações Elétricas
        Desenergizadas) e 10.2.8 (Medidas de Proteção Coletiva).

        • Nos trabalhos em instalações elétricas é interessante ressaltar e resumir
        o emprego de algumas cores:

        • Vermelho – Identificação de sistemas de combate a incêndio; como
        hidrantes, bombas, caixas de alarme, extintores e sua localização,
        tubulações da rede d’água de incêndio, portas de saída de emergência,
        etc., e excepcionalmente em situações de advertência de perigo, como
        luzes em barricadas e barreiras, e em botões interruptores de circuitos
        elétricos, em paradas de emergência.

        • Amarelo – (Alta visibilidade) – Cuidado, no sentido de chamar a atenção,
        alertar, distinguir, advertir, em corrimãos, parapeitos, bordos desguarnecidos
        de abertura no solo, vigas colocadas em baixa altura, empilhadeiras, tratores,
        pontes rolantes, guindastes, na delimitação de circulação de máquinas e
        pedestres, no piso, e em combinação com listras pretas em fitas de
        sinalização ditas zebradas.

        • Verde – Associado à segurança, em canalizações d’água, (verde-claro –
        água potável; verde – água industrial), caixas de equipamento de socorro
        de urgência, chuveiros de segurança, lava olhos, emblemas de segurança,
        salas de curativos de urgência, etc.

        • Laranja – (Alta visibilidade) – Alerta, em partes móveis de máquinas e
        equipamentos, faces internas de caixas protetoras de dispositivos
        elétricos, faces externas de polias e engrenagens, botões de arranque
        de segurança, dispositivos de corte, bordas de serras, prensas, etc.

        • Púrpura – Riscos de exposição à radiação nuclear.

        ---------------------------------------------------------------------------------------

        "PROCEDIMENTOS DE TRABALHO"

        10.11 Procedimentos de trabalho
        10.11.1 Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em
        conformidade com “Procedimentos” de trabalho específicos, padronizados, com descrição
        detalhada de cada tarefa, passo a passo, assinado por profissional que atenda ao
        que estabelece o item 10.8 desta NR.

        10.11.2 Todos os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de
        serviço específicas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo,
        a data, o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados.

        10.11.3 Os procedimentos de trabalho devem conter, no mínimo, objetivo, campo de
        aplicação, base técnica, competências e responsabilidades, disposições gerais, medidas
        de controle e orientações finais.

        10.11.4 Os procedimentos de trabalho, o treinamento de segurança e saúde e a autorização
        de que trata o item 10.8 devem ter a participação em todo o processo de desenvolvimento
        do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho
        (SEESMT), quando houver.

        10.11.5 A autorização referida no item 10.8 deve estar em conformidade com o treinamento
        ministrado, previsto no Anexo II desta NR.

        10.11.6 Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado e em condições de
        exercer a supervisão e condução dos trabalhos.

        10.11.7 Antes de iniciar trabalhos em equipe, os seus membros, em conjunto com o
        responsável pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e
        planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local, de forma a atender aos
        princípios técnicos básicos e às melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço.

        10.11.8 A alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas
        e a competência dos trabalhadores envolvidos, de forma a garantir a segurança e a saúde
        no trabalho.

        --------------------------------------------------------------------------------------------

        Comentários:

        • Análise de risco é uma ferramenta gráfica na qual uma atividade é
        analisada passo a passo, com cada passo associado a um responsável,
        identificando-se o(s) risco(s) correlatos, e como resultado elabora-se a
        lista de controles necessários à neutralização de cada risco identificado.

        • A análise de risco vai gerar os procedimentos de segurança necessários
        à realização de uma atividade.

        • Procedimentos são o detalhamento das atividades intermediárias,
        operações necessárias e padronizadas para se realizar um trabalho,
        levando-se em conta as necessidades materiais e humanas, e a certeza
        de que o resultado final será alcançado respeitadas as regras de qualidade
        e segurança desejadas.

        • Devem ter a participação dos integrantes dos Serviços Especializados
        em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SEESMT), NR-4.

        • Os trabalhos só podem ter início, ou existência real, se precedidos por
        uma ordem de serviço, que garanta as responsabilidades e procedimentos
        necessários. A assinatura de liberação só terá validade se pertencer a
        um trabalhador autorizado.

        -------------------------------------------------------------------------------------------

        "SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA"

        10.12 Situação de emergência
        10.12.1 As ações de emergência que envolvam as instalações ou serviços com eletricidade
        devem constar do plano de emergência da empresa.

        10.12.2 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros
        socorros a acidentados, especialmente por meio de reanimação cardiorrespiratória.

        10.12.3 A empresa deve possuir métodos de resgate padronizados e adequados às suas
        atividades, tornando disponíveis os meios para a sua aplicação.

        10.12.4 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a manusear e operar equipamentos
        de prevenção e combate a incêndio existentes nas instalações elétricas.

        -------------------------------------------------------------------------------------------

        Comentários:

        • O Plano de Emergência é uma ferramenta preventiva e prática que permite
        desencadear ações (de emergência) rápidas e eficazes, visando controlar
        e minimizar as conseqüências de eventos que possam colocar em risco
        as instalações industriais, meio ambiente, funcionários e a comunidade.

        • Podemos listar várias formas de sinistros, como vazamento de gases tóxicos
        ou inflamáveis, vazamentos de líquidos voláteis, vazamentos de produtos
        tóxicos, incêndios, explosões, alagamentos, choques elétricos, etc.

        • Acidentes em instalações elétricas normalmente causam incêndios,
        queimaduras, paradas cardiorrespiratórias, e muitas vezes é necessário
        o resgate de acidentados em altura (torres, postes) ou no interior de
        locais com dificuldade de acesso.

        • Então, especificamente, empresas com possibilidades de acidentes em
        instalações ou serviços com eletricidade, devem observar:

        • Todo trabalhador deverá ser treinado em resgate de acidentados, primeiros
        socorros, reanimação cardiorrespiratória, e combate a incêndio, sendo
        capazes de uma perfeita utilização dos equipamentos de resgate e de extinção
        de incêndios.

        -------------------------------------------------------------------------------------------

        "RESPONSABILIDADES"

        10.13 Responsabilidades
        10.13.1 As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos contratantes
        e contratados envolvidos.

        10.13.2 É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados
        sobre os riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas
        de controle contra os riscos elétricos a serem adotados.

        10.13.3 Cabe à empresa, na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo instalações
        e serviços em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e corretivas.

        10.13.4 Cabe aos trabalhadores:

        a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas
        por suas ações ou omissões no trabalho;
        b) responsabilizar-se com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e
        regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e
        saúde; e
        c) comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço às situações que
        considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas.

        ----------------------------------------------------------------------------------------

        Comentários:

        • Com relação ao item “10.13 – Responsabilidades”, a norma atualizada
        mostrou-se bem mais detalhada com relação ao envolvimento de todos,
        empresa contratante, contratadas, e trabalhadores no cumprimento dos
        artigos da norma. O termo solidário significa que todos os mencionados
        poderão responder juridicamente pelo não cumprimento dos artigos desta
        norma (item 10.13.1).

        • O trabalhador não só tem o direito de ser informado pela empresa de
        todos os riscos a que estão expostos, e dos procedimentos de segurança
        e de controle de riscos correlatos, como também passa a estar legalmente
        envolvido com a responsabilidade de zelar pela própria integridade física
        e saúde, assim como a de seus companheiros de trabalho, obrigando-se
        a cumprir os procedimentos de segurança, procedimentos legais e
        regulamentos da empresa, e tendo a obrigação de comunicar possíveis
        situações de risco (atos ou condições inseguras) que possam afetar a
        sua integridade física e saúde e a de seus companheiros.

        • “Ato inseguro” é tudo o que o trabalhador faz, voluntariamente ou não, e
        que pode provocar um acidente (inclusive com outra pessoa), como por
        exemplo: imperícia, excesso de confiança, imprudência, exibicionismo,
        negligência, desatenção, brincadeiras no local de trabalho, etc.

        • “Condição Insegura” é decorrente de situações existentes no ambiente
        de trabalho e que podem vir a causar acidentes, como: piso escorregadio,
        iluminação deficiente, excesso de ruído, falta de arrumação, instalações
        elétricas sobrecarregadas, máquinas defeituosas, matéria-prima de má
        qualidade, calçado ou vestimentas impróprios, falta de planejamento,
        jornada de trabalho excessiva, etc.

        ---------------------------------------------------------------------------------------

        "DISPOSIÇÕES FINAIS"

        10.14 Disposições finais
        10.14.1 Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o “Direito de
        Recusa”, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua
        segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu
        superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis.

        10.14.2 As empresas devem promover ações de controle de riscos originados por
        outrem em suas instalações elétricas e oferecer, de imediato quando cabível, denúncia
        aos órgãos competentes.

        10.14.3 Na ocorrência do não cumprimento das normas constantes nesta NR, o MTE
        adotará as providências estabelecidas na NR-3.

        10.14.4 A documentação prevista nesta NR deve estar permanentemente à disposição
        dos trabalhadores que atuam em serviços e instalações elétricas, respeitadas as abrangências,
        limitações e interferências nas tarefas.

        10.14.5 A documentação prevista nesta NR deve estar, permanentemente, à disposição
        das autoridades competentes.

        10.14.6 Esta NR não é aplicável a instalações elétricas alimentadas por “Extrabaixa Tensão”.

        -----------------------------------------------------------------------------------------------

        Comentários:

        • O item 14.1 acrescenta um tópico importantíssimo à norma, pois
        exercendo o “direito de recusa” o trabalhador pode interromper sua
        atividade sempre que for constatada a condição de “risco grave e
        eminente” com relação a si ou a outras pessoas.

        • A condição de “risco grave e eminente” é definida na Norma
        Regulamentadora no 3 (Embargo ou Interdição) como toda condição
        ambiental de trabalho que possa causar acidente do trabalho ou doença
        profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador.

        • A Norma Regulamentadora no 3 (Embargo ou Interdição) também é
        mencionada no item 10.14.3, no qual o Ministério do Trabalho e do
        Emprego (MTE), através do Auditor Fiscal do Trabalho, pode embargar
        ou interditar total ou parcialmente qualquer instalação, ou parte de
        instalação que não esteja de acordo com a NR-10.

        ----------------------------------------------------------------------------------------------

        "GLOSSÁRIO"

        1. Alta-Tensão (AT) – Tensão superior a 1.000 volts em corrente alternada
        ou 1.500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.

        2. Área Classificada – Local com potencialidade de ocorrência de
        atmosfera explosiva.

        3. Aterramento Elétrico Temporário – Ligação elétrica efetiva confiável
        e adequada intencional à terra, destinada a garantir a eqüipotencialidade
        e mantida continuamente durante a intervenção na instalação elétrica.

        4. Atmosfera Explosiva – Mistura com o ar, sob condições atmosféricas, de
        substâncias inflamáveis na forma de gás, vapor, névoa, poeira ou fibras, na
        qual, após a ignição, a combustão se propaga.

        5. Baixa Tensão (BT) – Tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120
        volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1.000 volts em corrente alternada
        ou 1.500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.

        6. Barreira – Dispositivo que impede qualquer contato com partes energizadas
        das instalações elétricas.

        7. Direito de Recusa – Instrumento que assegura ao trabalhador a interrupção de
        uma atividade de trabalho por considerar que ela envolve um grave e iminente
        risco para sua segurança e saúde ou de outras pessoas.

        8. Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) – Dispositivo, sistema, ou meio,
        fixo ou móvel de abrangência coletiva, destinado a preservar a integridade
        física e a saúde dos trabalhadores, usuários e terceiros.

        9. Equipamento Segregado – Equipamento tornado inacessível por meio de
        invólucro ou barreira.

        10. Extrabaixa Tensão (EBT) – Tensão não superior a 50 volts em corrente
        alternada ou 120 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.

        11. Influências Externas – Variáveis que devem ser consideradas na definição e
        seleção de medidas de proteção para segurança das pessoas e desempenho
        dos componentes da instalação.

        12. Instalação Elétrica – Conjunto das partes elétricas e não-elétricas associadas e
        com características coordenadas entre si, que são necessárias ao funcionamento
        de uma parte determinada de um sistema elétrico.

        13. Instalação Liberada para Serviços (BT/AT) – Aquela que garanta as condições
        de segurança ao trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos
        adequados, desde o início até o fim dos trabalhos e liberação para uso.

        14. Impedimento de Reenergização – Condição que garante a não energização do
        circuito através de recursos e procedimentos apropriados, sob controle dos
        trabalhadores envolvidos nos serviços.

        15. Invólucro – Envoltório de partes energizadas destinado a impedir qualquer
        contato com partes internas.

        16. Isolamento Elétrico – Processo destinado a impedir a passagem de corrente
        elétrica por interposição de materiais isolantes.

        17. Obstáculo – Elemento que impede o contato acidental, mas não impede o
        contato direto por ação deliberada.

        18. Perigo – Situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física
        ou dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle.

        19. Pessoa Advertida – Pessoa informada ou com conhecimento suficiente para
        evitar os perigos da eletricidade.

        20. Procedimento – Seqüência de operações a serem desenvolvidas para realização
        de um determinado trabalho, com a inclusão dos meios materiais e humanos,
        medidas de segurança e circunstâncias que impossibilitem sua realização.

        21. Prontuário – Sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica
        de informações pertinentes às instalações e aos trabalhadores.

        22. Risco – Capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões
        ou danos à saúde das pessoas.

        23. Riscos Adicionais – Todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos
        elétricos, específicos de cada ambiente ou processos de trabalho que, direta
        ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no trabalho.

        24. Sinalização – Procedimento padronizado destinado a orientar, alertar,
        avisar e advertir.

        25. Sistema Elétrico – Circuito ou circuitos elétricos inter-relacionados destinados
        a atingir um determinado objetivo.

        26. Sistema Elétrico de Potência (SEP) – Conjunto das instalações e equipamentos
        destinados a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica até a
        medição, inclusive.

        27. Tensão de Segurança – extrabaixa tensão originada em uma fonte de segurança.

        28. Trabalho em Proximidade – Trabalho durante o qual o trabalhador pode entrar
        na zona controlada, ainda que seja com uma parte do seu corpo ou extensões
        condutoras, representadas por materiais, ferramentas ou equipamentos que
        manipule.

        29. Travamento – Ação destinada a manter, por meios mecânicos, um dispositivo
        de manobra fixo numa determinada posição, de forma a impedir uma operação
        não autorizada.

        30. Zona de Risco – Entorno de parte condutora energizada, não segregada,
        acessível inclusive acidentalmente, de dimensões estabelecidas de acordo com
        o nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados e
        com a adoção de técnicas e instrumentos apropriados de trabalho.

        31. Zona Controlada – Entorno de parte condutora energizada, não segregada,
        acessível, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja
        aproximação só é permitida a profissionais autorizados.

        -------------------------------------------------------------------------------------------

        "REFERENCIAS"

        Referências
        ABNT. NR 5410:2004. Instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro, 2004. 209 p.
        ARAUJO, Giovanni Moraes de. Normas Regulamentadoras Comentadas: Legislação
        de Segurança e Saúde no Trabalho. Rio de Janeiro: Editora Gerenciamento Verde
        Consultoria. 4a ed., 2003/2004. 1.540 p.
        _____. Regulamentação do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos
        Comentada. Rio de Janeiro: Ed. do autor, 2001. 810 p.
        CREDER, Hélio. Instalações Elétricas. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos
        Editora S.A. 13 ed., 1997/1998. 515 p.
        ROUSSELET, Edison da Silva; CESAR, Falcão. Segurança na Obra. Rio de Janeiro: Editora
        Interciência Ltda. 1999. 344 p.
        MASON, C. Russel. The Art Science of Protective Relaying Engineering Planning and
        Development Section. Nova York: General Electric Company. 410 p.
        FOWLER, W. Thadeu; KAREN, Miles K. Eletrical Safety: student manual. 2002. 77 p.
        MANIERI, Oscar Martins. Segurança, meio ambiente e saúde. Rio de Janeiro: SENAI/RJ
        / Petrobras. 2004.164 p.
        CERJ. Manual e Procedimentos de Segurança. Rio de Janeiro. 2003.
        Postagens mais antigas → Início

        GUIA DO ELETRICISTA! FAÇA O DOWNLOAD

        TABELA DE MOTORES WEG