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Pegue seu lápis e caderno, e boa aula! ;)

O que você precisa saber sobre ELETRODUTOS

Fala galera no artigo de hoje falaremos sobre a importância do eletroduto e do seu dimensionamento nas instalações elétricas.

Nos sistemas elétricos, muitos componentes são essenciais. Entre eles, vamos destacar neste artigo, OS ELETRODUTOS que são os tubos pelo quais passam os fios e os cabos de uma instalação elétrica; seu objetivo é proteger os condutores elétricos de quaisquer influências, sejam elas por exemplo a corrosão, o superaquecimento ou os curto-circuitos, e servir como proteção extra contra choques elétricos e contatos diretos. Ou seja, podemos dizer que os eletrodutos são os envoltórios que protegem a fiação elétrica de uma residencia, de um prédio, uma industria ou um escritório.



Vamos aprender nesse artigo eu e você! os tipos de eletrodutos mais utilizados, suas principais características e a forma CORRETA DE DIMENSIONAMENTO.

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Esta gostando? fique conosco até o fim deste artigo pegue seu lápis e caderno e boa aula!

Objetivo de Aprendizagem

  • Reconhecer a importância da utilização de eletrodutos em sistemas elétricos.
  • Identificar as formas de classificação dos eletrodutos, bem como as particularidades de cada uma delas
  • Explicar as fórmulas utilizadas para definir o dimensionamento dos eletrodutos e o modo de aplicá-las.
CLASSIFICAÇÃO

Os eletrodutos são classificados de acordo com o material do qual são feitos, sua espessura, flexibilidade e formas de conexão, que definem a utilização a que se destinam. Assim, temos a seguinte classificação para os eletrodutos:

  • Quanto ao material:
Não metálicos: PVC, fibrocimento, polipropileno, polietileno de alta densidade, plástico com fibra de vidro. Podem ser rígidos e flexíveis.

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Metálicos: aço carbono galvanizado ou esmaltado, alumínio e flexíveis de cobre espirado. Podem ser com ou sem costura longitudinal, com paredes de diâmetro e espessura variada. possuem suas paredes com acabamento externo e/ou interno, podendo ser fosfatizado, galvanizado, pintado, revestido, polido ou trefilado.

  • Quanto à flexibilidade:
Rígidos metálicos: são utilizados, com maior frequência, em instalações externas.

Rígidos não metálicos: utilizados em ambientes que sofrem ação de ácidos e materiais corrosivos.

Flexíveis: utilizados em instalações embutidas ou instalações em ambientes acídos e corrosivos, ou até mesmo em instalações externas sujeitas a forças mecânicas. Entre eles o temos o de PVC (acído corrosão) e de cinta de aço galvanizada (esforço mecânico).

Leve, Semipesado, Pesado

Flexível

Metálico

Não metálico PVC

  • Quanto à forma de conexão:
Roscável: possuem rosca em sua ponta, permitindo que seja roscável em uma luvas de conexão.

Soldáveis: em sua extremidade possui uma bolsa que permite ser colado em outra ponta.

  • Quanto à espessura da parede e a cor correspondente do eletroduto:
Leve: amarelo (conduítes)
Semipesado: cinza
Pesado: preto
Reforçado: azul e laranja

Eletroduto PVC roscável

Eletroduto PVC soldável

Cinta de aço galvanizada (Sealtubo)

Dimensionamento dos ELETRODUTOS

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O dimensionamento permite que os eletrodutos possuam dimensões que possibilitem que os condutores sejam instalados e removidos com facilidade. Contudo, é necessário obedecer a algumas recomendações da NBR: 15.465 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2008b)

  • É vedado o uso, como eletroduto, de produtos que NÃO sejam expressamente apresentados e comercializados como tal.
  • Os eletrodutos só serão aceitos em instalações embutidas se suportarem os esforços de deformação característicos da técnica construtiva utilizada.
  • Os eletrodutos utilizados em uma instalação devem suportar as solicitações mecânicas, químicas, térmicas e elétricas a que forem submetidos
  • Nos eletrodutos devem ser instalados condutores isolados, cabos unipolares ou multipolares. Só é admitida a utilização de condutor NU em eletrodutos isolante quando se tratá de condutor de aterramento.
  • Os condutores dos cabos multipolares devem pertencer a um mesmo e único circuito, coisa que a maioria dos eletricista NÃO RESPEITA.
  • Em condutos fechados, será permitido que os condutores pertençam a mais de um circuito nos casos em que:
os circuitos tiverem um mesmo dispositivo geral de proteção e manobra;

as seções (bitola) nominais dos condutores fase estiverem dentro de um intervalo de três seções normalizadas sucessivas, por exemplo: 1,5mm, 2,5mm e 4mm;

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todos os condutores tiverem tensão de isolação maior que a tensão nominal presente mais alta.

  • Com o objetivo de permitir a instalação e retirada de condutores com facilidade e facilitar a dissipação de calor, os eletrodutos devem respeitar as seguintes taxas de ocupação, para medidas internas.
53% no caso de um condutor ou cabo;
31% no caso de dois condutores ou cabos;
40% no caso de três condutores ou mais condutores e cabos.



  • Não possuir trechos contínuos de tubulação superior a 15 m para áreas internas e 30 m para áreas externas, sem a interposição de caixas de passagem.
  • Caso contenha curvas, o trecho acima (15 e 30 m) devem ser reduzido em 3 m para cada curva de 90°.
  • Em cada trecho de tubulação entre duas caixas, entre extremidades ou extremidade e caixa, podem existir, no máximo, três curvas de 90° ou um equivalente de no máximo 270°.
  • Não será permitida curva com deflexão superior a 90°. Caso seja necessário, deve ser intercalada uma caixa de passagem.
  • As curvas, quando originadas do dobramento do eletroduto, sem o uso de acessório específico, não devem resultar em redução das dimensões internas do eletroduto.
Ao dimensionar um eletroduto, é preciso considerar algumas medidas fornecidas pelos fabricantes:

De: Diâmetro externo
Di: Diâmetro interno
e: Espessura
DN: Diâmetro nominal
L: Comprimento
Considere sempre as medidas de diâmetro externo e interno, espessura, diâmetro nominal e comprimento fornecidas pelo fabricante.


Com base na taxa de ocupação, a forma de calcular a quantidade máxima de condutores consiste em comparar a área interna de um eletroduto com a área total de condutores.

A área útil de um eletroduto (Au) é dada pela fórmula:



Em que:

Au = Área útil do eletroduto

de = Diâmetro externo do eletroduto

e =  Espessura do eletroduto

di = (de - 2e)² = diâmetro interno do eletroduto

A área total do cabo isolado (Ac) é dada pela fórmula:


Em que:

Ac = Área do cabo

dc = Diâmetro do cabo

O número máximo (N) de cabos isolados, de mesma seção, que pode ser instalado em um eletroduto, é dado pela formula:



Em que:

N= Número de máximo de cabos

toc = Taxa de ocupação (0.31 ou 0.4 ou 0.53)

Ac = Área do cabo

Au = Área útil do eletroduto

Para o correto dimensionamento de um eletroduto, é fundamental se obter as tabelas de medidas e características do condutor, fornecidas pelo fabricante.
 Exemplo

Uma rede de eletrodutos de PVC flexivel leve Tigreflex ( com 9 m) possui uma curva e os circuitos mostrados na imagem abaixo. Os condutores da instalação são do tipo cabo superastic 450V/750V - BWF da Prysmian. Como dimensionamos o eletroduto desse trecho?



Solução:

Os circuitos serão resolvidos separadamente.

Trecho 1: 4 cabos de 1,5 mm²

Da tabela de cabos da Prysmian:

De = 3,0 mm²

Área do cabo:




Trecho 2: 2 cabos de 2,5 mm²

Da tabela de cabos da Prysmian:

De = 3,7 mm²

Área do cabo:



Trecho 3: 3 cabos de 10 mm²

Da tabela de cabos da Prysmian:

De = 5,9 mm²

Área do cabo:



Trecho 4: 3 cabos de 6 mm²

Da tabela de cabos da Prysmian:

De = 4,8 mm²

Área do cabo:




Trechos 1,2,3 e 4: área total ocupada pelos cabos:

A área total é igual a soma das áreas de cada trecho




Escolha do eletroduto:

Como são mais três cabos, a taxa de ocupação deve ser de 40%, assim toc = 0,4

Considerando um eletroduto de diâmetro nominal = 25 mm², com diâmetro interno = 19 mm², tem - se a área interna do eletroduto:




E a área útil do eletroduto é:




Como a área do eletroduto é menor que área total ocupada pelos cabos, será necessário escolher um eletroduto de diâmetro nominal maior.

Assim, considerando um eletroduto de diâmetro nominal = 32mm², tem-se:

Diâmetro nominal 32 mm ² --- diâmetro interno = 25 mm², então:




A nova área útil do eletroduto será:




Portanto, a área útil do eletroduto é maior que área total ocupada pelos cabos, e o eletroduto a ser utilizado deverá ter o diâmetro nominal de 32 mm². O trecho possui uma curva de 90°, porém seu comprimento total é de 9 m, não necessitando da colocação de caixa intermediaria.

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Alguns fabricantes de eletrodutos utilizam as medidas em polegadas no lugar de mm². A NBR 5.444 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1989) extinta em 2014, estabelecia uma tabela que relacionava as medidas em polegadas com mm². Apesar da referida norma ter sido extinta, reproduzimos as informações abaixo:



Informações dos cálculos consultado no Livro Instalações Elétricas Predias Eixo Insfraestrutura >> Série Tekne de Amaury Pessoa Gebran e Flávio Adalberto Poloni Rizzato consulta realizada dia 08/11/2018 na biblioteca municipal de Sorocaba.

Espero que tenham gostado desse artigo aqui no Blog Ensinando Elétrica, veja outros artigos recomendados para você:


Aprender Comandos Elétricos - Partida Chave Compensadora

Fala galera!!!!!!!!!!! se você não sabe nada sobre esse método de partida de motores elétricos através de chave compensada fique conosco nesse artigo. Pegue seu lápis e caderno para as anotações e boa aula.

PARTIDA DE MOTOR POR AUTOTRAFO OU PARTIDA COMPENSADA COMO MUITOS CHAMAM.



O objetivo do sistema compensada é sem dúvida a redução da corrente de partida. A vantagem é que com a inserção de um autotransformador trifásico (autotrafo), há possibilidade de escolher a tensão a ser aplicada ao motor.

Foto de um autotransformador
Antes de continuar você pode baixar o CADe SIMU 3.0 para criar um diagrama de comando e de potência completo para esse tipo de partida de motor elétrico.

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Na chave estrela triângulo o motor recebe uma tensão de aproximadamente 58% da esperada pela ligação estrela. No autotransformadores trifásicos utilizamos os TAPs (pontos de seleção) de 50%, 65% e 80%, sendo os dois últimos os mais comuns de ser utilizados.

Duas das três possibilidades são maiores que 58%, portanto o conjugado para qualquer um dos TAPs será maior que o conjugado da chave estrela triângulo, isso já configura uma vantagem. Se, porventura, o motor não consegue desenvolver velocidade com o TAP de 65%, pode - se selecionar o TAP seguinte.

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Partida com Tensão Reduzida

O motor nessa chave de partida não precisa ter seis terminais (duas tensão), basta ter condições de ser ligado diretamente na tensão nominal da rede. A redução na tensão será responsabilidade do autotransformador trifásico no momento da partida, que deve estar parado para suprir as necessidades do motor pelo tempo que durar a partida. A seleção do autotransformador é feita com base na potência do motor, nos TAPs necessários e também no números de manobras/hora que a chave está apta a realizar.

Isso deve ao fato de o autotransformador ser dimensionado apenas para dar a partida no motor, e quanto maior o números de partidas por hora, maior o transformador e mais caro também.

Para aprender sobre dimensionamento desses autotransformadores você pode adquirir o livro comandos elétricos - teoria e atividades.

Circuito de Comando e de Potência (simplificada)

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Baixar CADe SIMU para realizar a montagem do circuito.



Ao pressionar S1, 1K2 e 1K3 entram energizando o autotransformador que alimenta o motor com tensão reduzida. O relé T1 conta o tempo de partida, 10 segundos por exemplo.

Passagem para condição normal

Termina a contagem. T1 sai 1K3 que retira 1K2 do circuito. 1K1 entra alimentando o motor com a tensão nominal.

Paradas

O funcionamento pode ser interrompido de três formas:


  1. Parada normal pressionando 1S0.
  2. O térmico RT desligar o circuito de comando devido a sobrecarga no motor.
  3. Queima de fusíveis de comando.
Proteção para o Autotransformador

O circuito abaixo deve permanecer energizado enquanto o autotransformador estiver ligado (função de 1K2); DT2 tem seu tempo ajustado três segundos a mais que o T1. O circuito deve ser desativado quando o transformador estiver fora do circuito (função de K1). Se isso não ocorrer, a chave de partida será desativada dor D1 e será sinalizado o defeito na chave. Para uma nova partida, deve-se reconhecer o alarme e resetar o circuito de proteção.

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Como complemento, adapte esse circuito de proteção no circuito de comando o esquema acima.


Se você gostou desse artigo e quer aprender os cálculos de dimensionamentos de todos os componentes desse método de partida, você pode ter o Livro Comandos Elétricos - Teoria e Atividades.

Artigos Interessantes Recomendados:

Aprender Comandos Elétricos - Reversão de MIT

Oi, continuando a série comandos elétricos para iniciantes. Neste artigo você conhecerá sobre PARTIDA DIRETA COM REVERSÃO PARA MIT.

MIT = Motor de Indução Trifásica.
Reversão = Motor funcionar tanto no sentido horário ou anti-horário.

A chave reversora é utilizada quando se necessita reverter o sentido de rotação do sistema acionada pelo motor. Ela pode ser de reversão instantânea, como a utilizada em intervalo de fluxo, ou reversão com parada, em que há necessidade de parada do motor antes da reversão.


Calma, se você quer aprender comandos elétricos antes baixe o CADe SIMU para criar diagramas de circuitos de comandos elétricos. ** Programa muito fácil de utilizar! Você aprende comandos elétricos em menos de 1 mês!

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A revesão no sentido de rotação é uma necessidade de alguns sistemas, mas deve ser aplicada com cuidado, pois a corrente de reversão de um motor é alta e pode comprometer o sistema elétrico. Sistemas de partida especiais (inversores, soft-starters) podem reduzir a corrente de partida também em sistemas com possibilidade de reversão.

Antes de continuar, confira os diagramas abaixo;


Arquivo para impressão:


Arquivo .cad para download

Senha:amoensinandoeletrica
Funcionamento do sistema

Liga o motor no sentido A

Ao energizar o painel, a lâmpada -H1 deve sinalizar que ele está pronto para partir o motor e todos os contatos estão na posição inicial representada no diagrama. Pressionando S1, energiza-se -KM1 que comando seus contatos de força e de controle com as respectivas funções;

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  • KM1(21;22) - contato de intertravamento que impede que -KM2 seja ligado enquanto -KM1 estiver acionado;
  • KM1(31;32) - que desliga a lâmpada PPP (pronto para partir);
  • KM1(13;14) - contato de selo que mantém -KM1 energizado após soltarmos o botão S1;
  • KM1(43;44) - liga a lâmpada -H2 sinalizando motor ligado;
  • KM1(1,3,5,2,4,6) - contatos de força que acionam o motor no sentido A.
Neste momento o motor está em pleno funcionamento e -KM1 é mantido energizado pelo contato de selo.

Liga o motor no sentido B

Ao energizar o painel, a lâmpada -H1 deve sinalizar que ele está pronto para partir o motor e todos os contatos estão na posição inicial representada no diagrama. Pressionando S2, energiza-se -KM2 que comando seus contatos de força e de controle com as respectivas funções;

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  • KM2(21;22) - contato de intertravamento que impede que -KM1 seja ligado enquanto -KM2 estiver acionado;
  • KM2(31;32) - que desliga a lâmpada PPP (pronto para partir);
  • KM2(13;14) - contato de selo que mantém -KM2 energizado após soltarmos o botão S2;
  • KM2(43;44) - liga a lâmpada -H2 sinalizando motor ligado;
  • KM2(1,3,5,2,4,6) - contatos de força que acionam o motor no sentido B.
Neste momento o motor está em pleno funcionamento e -KM1 é mantido energizado pelo contato de selo.

Parada Normal ou Parada para Reversão

Para desligar o motor para uma reversão ou parar seu funcionamento, deve-se desenergizar a bobina -KM1 (a1;a2) ou -KM2 (a1;a2). Isso é feito pressionando S0 que corta a fase aplicada a A1, desligando KM1 ou KM2.

Ao desligar KM1 ou KM2, todos os seus contatos voltam à posição inicial, o motor é desenergizado e para. A lâmpada H2 é desligada e H1 volta a ser ligada. Pode-se executar a reversão com o motor desenergizado, mas ainda girando. É preciso apenas ser consciente de que o valor de pico de corrente é maior do que a partida de um motor parado.

Parada por Sobrecarga

Se o motor sofrer alguma sobrecarga durante seu funcionamento, se o relé térmico foi corretamente ajustado, ele detecta a corrente acima do nominal ajustado e desarma. abrindo F2 (95;96), desligando KM1 ou KM2 e parando o motor. Também fecha o contato F2 (97;98) que pode acionar uma lâmpada indicando falha no sistema.

Problemas em Circuitos de Força e Controle

Curtos-Circuitos no circuito de força do motor ou sobrecargas na partida podem queimar um dos três fusíveis do circuito de força. Isso pode fazer com que o motor trabalhe durante um tempo com duas fases apenas, o que eleva a corrente e desarma o relé (se corretamente especificado e ajustado). Antes de rearmar o relé para normalizar a situação, o profissional deve verificar todos os elementos do circuito de força, evitando assim uma nova partida em duas fases e novo desarme.

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Defeitos em bobinas de contatores e relés podem provocar a queima ou desarme da proteção do circuito de comando. Nestes casos, após a energização do painel a lâmpada -H1 não acende, indicando que o sistema tem um problema e não esta pronto para partir.

Gostou desse artigo? Baixe o CADe SIMU e elabora essa atividade para sua interação com a essa atividade.

Veja o artigo anterior: Aprender Comandos Elétricos - Partida Simples de Motor Trifásico

Coisas interessantes para você:


Aprender Comandos Elétricos - Partida Direta Simples

Fala amigos tudo bem? no artigo de hoje vamos mostrar como você mesmo pode aprender comandos elétricos com sua dedicação e foco. * Tempo de leitura 5 minutos.

Todo eletricista ou quem deseja aprender sobre comandos elétricos deve se dedicar pelo menos 3 vezes na semana a praticar e treinar utilizando o software CADe SIMU 3.0 Português, é um programa 100% gratuito e de uma facilidade para aprender incrível.


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Partida Direta com Comando Simples

A partida direta com comandos elétricos possibilita ao operador ligar e desligar o motor a distância , proporcionando maior segurança. Além disso, em uma eventual falta de energia, o comando será desligado e só haverá uma nova partida se o operador desejar. Proteções podem ser inseridas no circuito de comando, desligando-o, como, por exemplo, a proteção térmica do motor, relés falta de fase ou qualquer outro sistema que monitore uma variável física e tenha um contato disponível para ser instalado no circuito de comando. 

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Diagrama de Comando Partida Direta Simples

Clique para aumentar a qualidade da imagem
O funcionamento é simples ao energizar o painel, a lâmpada -H1 deve sinalizar que ele está pronto para partir o motor. Os contatos no diagrama estão na posição inicial, pressionando B1 energiza-se -KM1 (A1:A2) que comando seus contatos de força e auxiliares com as respectivas funções:

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KM1 (11;12) - que desliga a lâmpada H1.
KM1 (13;14) - contato de selo que manterá KM1 energizado mesmo não pressionando B1.
KM1 (23:24) - liga lâmpada H2, sinalizando motor ligado.
KM1 (1,3,5,2,4,6) - contatos de força que acionam o motor.

Neste momento o motor está em pleno funcionamento mantido pelos contatos de selo de KM1.

Parada Normal

Para desligar o motor deve desenergizar  a bobina de KM1 (A1:A2), pressionando B0 que conta a fase aplicada a A1, desligado assim KM1.

Ao desligar KM1, todo os seus contatos voltam a posição inicial, o motor é desenergizado e para. A sinalização H2 é desligada e aciona-se H1 novamente.

Parada por Sobrecarga

Se o motor sofrer alguma sobrecarga durante seu funcionamento e se o relé térmico foi corretamente ajustado, ele detecta a corrente acima da nominal ajustada e desarma, abrindo os contatos 95 e 96 desligando todo circuito de comando.

Também ao mesmo tempo fecha se os contatos 97 e 98 do relé térmico acionando a sinalização H3 (sinalização sobrecarga).

Problemas em Circuitos de Força e Controle

Curtos-Circuitos no circuito de força do motor ou sobrecargas na partida podem queimar um dos fusíveis do circuito de força. Isso pode fazer com que o motor trabalhe durante um tempo somente com duas fases, o que eleva a corrente e desarma o relé térmico (se ajustado corretamente). Antes de rearmar o relé para normalizar a situação o ELETRICISTA deve verificar todos os elementos do circuito de força, evitando assim uma nova partida em duas fases e um novo possível desarme.

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Nesses casos é de extrema importância o profissional inserir o relé falta de fase, defeitos em bobinas de contatores e relés podem provocar a queima ou desarme da proteção do circuito de comando. Nestes casos, após a energização do painel a lâmpada H1 não acende, indicando que o sistema tem um problema e não está pronto para partir.

Projeto Final CADe SIMU Partida Direta Simples


Se você vai montar esse exemplo no CADe SIMU para inserir a "Legenda de Projeto" você deve clicar conforme exemplo abaixo:


Para um melhor compreendimento desse artigo você pode assistir ao vídeo da simulação dessa atividade em comandos elétricos. Lembre-se dedica-se no CADe SIMU e ler os artigos no Blog Ensinando Elétrica você ficará crack em comandos elétricos.


Espero que todos tenham gostado desse artigo e se você realmente acha importante a divulgação de conhecimento, você vai compartilhar esse artigo com seus amigos. :)

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Abraços e até a á próxima, há quem tiver interesse em saber mais sobre MIM clique aqui!

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Veja também Vídeo Aulas Curso Comandos Elétricos - Carol Borges

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Como montar um painel de comandos elétricos?

Olá pessoal preparei um artigo bem legal para quem gosta de comandos elétricos, se você não teve a oportunidade de colocar um painel em uma bancada e realizar a montagem e fixação dos componentes passagem e fiação e efetuar os testes.

Esse artigo vai clarear sua mente e entender que não é tão complicado assim montar um painel de comandos elétricos, basta ter conhecimento na ferramentas e saber manuseá-las e claro conhecer diagramas de comandos elétricos e saber ler e interpretar.


Vamos imaginar juntos que vamos realizar um projeto de uma montagem para o comando partida direta, você terá que ter claro um painel metálico como esse da imagem acima. Abrindo o painel você removerá o fundo alaranjado dele, pois todo trabalho será realizado em uma bancada.

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As ferramentas principais que você irá usar é: rebites e rebitadeiras, esquadro, trena, arco de serra, furadeira aço rápido com brocas de aço, serra copo na medida das botoeiras, e um tico tico se necessário.

Esse exemplo não vamos utilizar nenhum parafuso tudo será rebitado trilhos, e canaletas certo!

Então teremos o fundo do painel conforme exemplo abaixo:


Espero que essas ilustrações criadas por mim realmente lhe ajude a entender de como é simples realizar uma montagem de um quadro de comando.

Você pode colocar em cima do fundo os trilhos e canaletas ou até mesmo todos os componentes em cima do painel para ter uma noção dos espaço que você precisa.


Como por exemplo acima, normalmente o primeiro trilho terá os disjuntores de comando e de trabalho ou até mesmo as bases dos fusíveis de for o caso. Abaixo temos como exemplos alguns componentes que você poderá usar nesse tipo de partida.



Você centraliza bem os trilhos e marque com um pulsão ou lápis (caneta canetão etc) o furo que você irá fazer para fixar com o rebite. Conforme exemplo:


Veja onde tem a seta você vai furar com a furadeira para fixar o rebite com a rebitadeira certo, se você quiser usar parafusos tarraxa pequenos você também pode fixar mas eu particularmente sempre utilizei rebites.

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Depois de fixado nas medidas corretas os trilhos, você pode colocar as canaletas nas laterais primeiro como o exemplo abaixo:


Onde tem a seta você fura o fundo e a canaleta e fixa com o rebite usando uma rebitadeira OK.

Feito isso você pode colocar as outras canaletas de cima do meio e a de baixo de tiver. Veja o exemplo:


Fixe também as canaletas de cima do meio e a de baixo conforme exemplo, lembre-se de deixar o espaço correto para inserir depois os componentes e não " encavalar " em cima das canaletas.

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Feito todo esse processo seu fundo ficará parecido com esse abaixo:


Nesses exemplo eu apenas não coloquei os componentes no exemplo, mas basta agora você encaixar os disjuntores, contatores relés e a régua de borne cada um no seu trilho conforme indicação acima.

Tampa do Painel botoeira e LED indicativo

Na tampa do painel é onde ficará a botoeira LIGA/DESLIGA os 2 LED um de ligado outro de desligado e o adesivo da sua Empresa. Vejamos o exemplo:



Você vai dividir  e centralizar bem onde os componentes deverá ficar conforme exemplo acima, para furar para os LED utiliza a serra copo junto a furadeira com a medida ideal, a para colocar a botoeira e os sinalizadores.


Também é necessário colocar pequenas canaletas nas portas para um acabamento perfeito, caso você veja que não é necessário apenas faça um excelente chicote.


A canaleta da tampa não fure apenas cole com fita dupla face que ficará bem firme, feito todo o

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processo você e encaixado os componentes você terá um resultado parecido com o de baixo:


Colocado todos os trilhos, canaletas, feito a furação na porta e encaixado os componentes você já pode partir para fiação, e é claro você pode criar um diagrama de comando elétrico para ser mais prático para você, veja nosso exemplo do diagrama desse painel com a borneira de alimentação e saída para o motor.


A borneira precisa ser do tipo especial para comandos mesmo, e que seja possível sua fixação ao trilho para que você não tenha que fixar diretamente na chapa do painel, por exemplo uma borneira como o exemplo abaixo:


Bom meus amigos a base é essa espero que de verdade você consiga ter entendido e através das ilustrações visto que não e um bixo de 7 cabeças montar painel de comandos elétricos.

Você pode ter um resultado final como esse abaixo:



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Você apenas tem que conhecer diagramas de comandos elétricos e saber usar as ferramentas. Forte abraço Felipe Vieira.


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