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Aprender Comandos Elétricos - Estrela - Triângulo

Olá pessoal, tudo bem? Espero que esteja tudo na paz e no artigo de hoje vamos ensinar a vocês o que é o comando de partida estrela - triângulo e como devem ser realizado os cálculos para dimensionamento dos componentes da forma correta.

Você pode baixar o simulador CADe SIMU 3.0 para elaboração do projeto estrela-triângulo.



Tenha uma boa leitura e espero fielmente que você consiga compreender como funciona esse sistema de partida tão comentado entre os eletricistas.

Primeiramente, vamos fazer uma breve introdução sobre o que é Estrela - Triângulo?

Você sabia que a corrente de partida de um motor pode afetar negativamente o sistema elétrico? Por isso a partida direta é bem limitada a uma certa potência nas indústrias, o que depende da tensão de alimentação, da estratégia utilizada para conversão e qualidade da energia e do contrato com a concessionária.

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Geralmente motores abaixo de 15CV podem partir diretamente, mas isso varia conforme a necessidade do sistema. Motores com potência superior ao estabelecido não devem partir diretamente. Utiliza-se um sistema que reduza a corrente no momento da partida.

São diversos os sistemas que visam a redução do pico de corrente na partida. Alguns mais tradicionais, como os baseados em ligações no circuito de força, outros mais modernos como as chaves eletrônicas (SoftStarter).

Ligação Estrela, Ligação Triângulo mas como assim?

Para possibilitar a utilização da chave estrela - triângulo, é necessário que o motor possua 6 pontas e que a tensão da ligação em triângulo coincida com a tensão da rede. O objetivo da chave ao partir o motor no primeiro momento é fechar o motor em estrela e após a partida, com o motor em velocidade próxima a nominal, muda a ligação para triângulo.

Mas como assim muda a ligação?

Observem os dois tipo de fechamento que um motor trifásico de 6 pontas possuem:


Agora, suponhamos que um motor 220V/380V, respectivamente triângulo/estrela conforme desenho acima, se a tensão do motor na ligação triângulo coincide com a rede, quando o motor é ligado em estrela no momento da partida, o motor está preparado para receber uma tensão √3
maior que a tensão para ligação em triângulo, mas ele recebe apenas 57% dessa tensão (220V equivale a 57% de 380V). Uma redução para 57% da tensão provocada, sob condições adequadas, uma redução da corrente e do conjugado da partida a 0,579, isto é aproximadamente 1/3. Isso pode ser provado matematicamente pela análise da ligação estrela nas condições apresentadas abaixo:


Se a impedância Z é igual a tensão sobre a corrente, então na ligação estrela temos tensão sobre a corrente vezes √3,  assim como podemos fazer tensão sobre √3 dividida pela corrente em estrela. Igualando os dois termos e isolando Iny, temos...

A redução da corrente de partida é uma vantagem da chave, mas a redução do conjugado não. O motor, quando em estrela, está com conjugado muito reduzido e essa condição só se normaliza depois da passagem para triângulo. O conjugado reduzido pode ser um problema na partida e após a partida também, portanto, quando possível, deve-se montar circuitos de proteção que evitam que o motor continue trabalhando em estrela se, por uma falha no circuito de comando, a comutação para triângulo não ocorrer.

Curva de Conjugado como assim?

Você sabia que o que pode impossibilitar a utilização da chave estrela triângulo é a posição do conjugado resistente em relação ao conjugado de partida do motor? O conjugado de partida do motor deve ser suficientemente superior ao conjugado resistente na ligação estrela no momento da partida.


Ao selecionar o motor, o projetista considera as curvas de conjugado da carga e do motor de maneira que o motor consiga acelerar e manter a rotação nominal para carga nominal. O conjugado do motor pode não ser adequado nesse tipo de partida para determinadas aplicações. Por essa razão, a chave estrela - triângulo não é indicada para máquinas pesadas, que partem com carga considerável.

Dimensionamento dos Componentes

Esse é um detalhe que poucos eletricistas sabem realizar corretamente ou tem milhares de dúvidas, os componentes da chave estrela - triângulo devem ser dimensionados de um a um. Na chave estrela - triângulo podemos utilizar tabelas e curvas, mas é preciso também verificar as correntes nos ramos do circuitos, pois temos mais de um caminho para a corrente.

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Os componentes a serem dimensionados de uma chave estrela triângulo são os contatores tripolares, o relé térmico, os fusíveis e cabos. Além desses componentes dimensionados, deve-se escolher corretamente os terminais de compreensão e os bornes. 

Vamos trabalhar nesse artigo com um exemplo de especificação dos componentes de uma chave estrela - triângulo para um motor de 20CV, 220V tensão nominal da rede, quatro polos, In= 52,6A, Ip/In = 6,3, seis terminais, com fator de serviço 1,15 e tempo de partida de 7 segundos.

➤ O fator de serviço é aplicado apenas em situações muito especiais, vamos fazer apenas como exemplo didático.

Primeiramente aplicamos a correção a corrente do motor devido ao fator de serviço então temos:

In nova = In x FS = 52,6 x 1,15 = 60,5A

Em regime permanente o contator teria que suportar essa corrente. Na chave estrela - triângulo essa corrente será distribuída entre dois contatores.

Observando o desenho abaixo, podemos notar que essa corrente é distribuída entre os ramos do triângulo quando a chave está em triângulo, de forma que:

Quando a chave está em estrela, a corrente que percorre o sistema é aproximadamente 1/3 da corrente calculada, 20,1A. A corrente no contator 1K3 pode ser calculada por 1K3 = In/3.


Com as correntes calculadas, basta selecionar um modelo de contator que suporte essa corrente em regime permanente, categoria AC3. Então como exemplo, os contatores selecionados foram para 1K1 e 1K2 - CWM40 e 1K3 foi CWM25. Se o fator de serviço fosse unitário, teríamos contatores um pouco menores, pois a corrente nominal seria 52,6A, o que resultaria em 1K1 e 1K2 iguais a 30,37A e 1K3 igual a 17,5A, resultando em dois contatores CWM32 e um contator CWM18.

Como o relé térmico esta instalado em um ramo, ele não pode ser ajustado com base na corrente nominal e sim com base na corrente no ramo, que no início do exemplo calculamos 35A. Se isso não for observado, o relé perde sua eficiência no circuito.

Vamos então escolher um relé térmico que permita o ajuste da corrente 35A (Itérmico = In/√3). Consultando uma tabela de relés, o relé de 32a a 50/100A RW67.1D seria o escolhido (/100 é p fusível máximo em conjunto).

Para dimensionamento dos fusíveis, calculamos a corrente de partida da chave estrela triângulo e aplicamos essa corrente e o tempo de partida na curva de fusível D onde:

Como sabemos, o fusível deve se respeitar as regras IF 1,2xIn e IF  ≤ ImáxA primeira condição não é satisfeita se escolhermos fusíveis de 63A, o último tipo D. Temos duas opções: utilizar o circuito de força com dois grupos de três fusíveis ou escolher fusíveis NH80A.

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Tanto os fusíveis de 63A quando os de 80A são menores que os fusíveis máximo recomendado para o relé de sobrecarga e para os contatores K1 e K2.

Podemos elaborar uma pré lista de componentes:

➤ Dois contatores tripolares 40A 2NA +2 NF
➤ Um contator tripolar 25A 2 NA + 2 NF
➤ Um relé térmico de sobrecarga 32A a 50A
➤Três fusíveis NH00 80A
➤Três bases NH00

Nota: Como K3 não trabalha em regime permanente, não há necessidade de verificar se IF IF  ≤ Imáx.

Resta apenas escolher o cabo adequado para o circuito de força, conforme demonstrado acima. Nessa chave como temos correntes diferentes, podemos ter cabos diferentes nos ramos do circuitos. Rapidamente, sem aplicar fatores de correção, adotando o método B1, teremos para os trechos com 35A, cabo de 6mm, e para o trecho de alimentação cabos de 16mm. Os cabos que saem do painel e seguem até o motor devem ser dimensionados por capacidade de corrente pelo critério de queda de tensão, levando em consideração a distância. Dependendo dessa distância, podemos ter sete condutores de no mínimo 6mm saindo do painel (6 para o motor mais PE).

Com a escolha dos cabos podemos especificar os tipos de terminais, bornes e anilhas necessários para uma possível montagem. As quantidades necessárias dependem da quantidade de conexões de cabos a elementos no circuitos. As quantidades só podem ser determinadas com auxílio da documentação final do projeto.

Guias de Seleção de Chaves

Um recurso muito útil disponibilizado pelos fabricantes de chaves, contatores e relés são tabelas de seleção. Elas são fornecidas para facilitar a seleção de uma chave de partida pronta a disposição para compra, mas pode-se utilizá-las como referência na especificação dos componentes. Para o exemplo anterior, no catálogo de chave de partida na tabela logo abaixo com fator de serviço unitário temos:


➤ K1 = K2 = contator de 32A
➤ K3 = contator de 18A
➤ Relé de 22 a 32A
➤ Fusível máximo de 63A

Os dados extraídos da guia coincidem com os dados calculados anteriormente, considerando fator de serviço unitário. Conforme mencionado anteriormente, os contatores são menores com fator de serviço unitário e a guia de seleção de chaves apresentada é destinada apenas a esta situação, portanto é necessário saber especificar o contator sem auxilio de guias, pois podemos ter fatores de cargas diferentes para uma mesma potência de motor.

O Comando Estrela - Triângulo

Neste artigo, o estudante deve se concentrar na eficiência da chave. Para atingir a eficiência, o pico de corrente do motor com relação ao pico com partida direta deve ser reduzido na passagem de estrela para triângulo. Como normalmente em testes o motor trabalha a vazio, se o pico da partida em estrela é comparado com o valor teórico, nota-se uma redução significativa.

Clique para aumentar
➤ Em caso de problemas com contatores usar 1K1 para selar 1K1 e outro 1K1 para alimentar 1K2.

Descrição do Funcionamento

Realizando o estudo do circuito de força, nota-se que para partir o motor em estrela é necessário que os contatores 1K1 e 1K3 estejam acionados. Pulsando S1, 1K3 é energizado, energiza 1K1 e o relé de tempo dT1, e o temporizador dT1 inicia a contagem do tempo. Os contatores 1K1 e 1K2 acionados e suas funções são:

➤ 1K1 (21;22) - desliga sinaleiro 1H1 que sinaliza " pronto para partir ";
➤ 1K3 (21;22) - impede a energização de 1K2 (A1;A2);
➤ 1K3 (13;14) - selo que mantém 1K3 energizado;
➤ 1K3 (43;44) - energiza 1K1 (A1;A2);
➤ 1K3 (53;54) - liga sinaleiro 1H2, sinalizando motor em estrela;
➤ 1K1 (13;14) - selo de K1 que manterá depois da saída de K3.

Os contatos de força de 1K3 fecham o motor em estrela e os contatos de força de 1K1 alimentam o motor com tensão trifásica.

Passagem Estrela para Triângulo

Terminada a contagem de tempo, 1dT1 tira K3 do circuito e 1K2 entra, ligando o motor em triângulo. Os contatos que trabalham esta etapa são:

➤ dT1 (15;16) - desliga o contator 1K3;
➤ 1K3 (13;14) - abre voltando a posição inicial;
➤ 1K3 (43;44) - abre voltando a posição inicial;
➤ 1K3 (53;54) - volta a abrir e desliga sinaleiro 1H2;
➤ 1K3 (21;22) - volta a fechar energizando 1K2 (A1;A2) através do selo de 1K1;
➤ 1K2 (13;14) - liga 1H3 sinalizando motor em triângulo.

Neste momento o motor se encontra em triângulo e pode trabalhar com carga nominal.

Parada do Motor

A parada do motor é efetuada pressionando S0(1;2). Esse contato desenergiza qualquer contator que esteja energizado no momento. Seguindo o funcionamento, 1K1 e 1K2, são desenergizados e todos os seus contatos voltam a posição inicial. O sistema está, neste momento, conforme é apresentando pelo diagrama de força e controle, pronto para uma nova partida.

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Parada por Defeito

O motor pode parar por um problema de sobrecarga, já que o relé térmico desliga o circuito de comando através de seus contatos (95;95) ou se um dos fusíveis de comando queimar, desligando o circuito de comando, neste caso o sinaleiro 1H1 estará apagado.

A queima de fusíveis de força impede o funcionamento adequando do motor e pode representar um problema grave no motor ou no equipamento por ele acionado. Se um dos fusíveis e força estiver rompido, o motor pode trabalhar durante um período com apenas duas fases, haverá um aumento de corrente e o relé provavelmente desarmará, desligando o circuito de comando. Se dois dos fusíveis de força estiverem queimados, apenas do circuito de controle funcionar, o motor não partirá.

Melhoria no Circuito de Comando

O Circuito apresentado pode ser melhorado com a exclusão de um contator K3, evitando a necessidade de um relé auxiliar para K3. Estude o circuito de comando abaixo que traz a alteração.


Importante ➤ Atualmente, diversos fabricantes disponibilizam contatores no mercado, mas, infelizmente, nem todos têm o comportamento esperado em relação a abrir o contato NF antes de fechar o contato NA depois. Nesses casos, redução de contatos como a sugerida resultam em problemas de curto circuitos. É altamente recomendável avaliação profissional nessas situações, com a realização de testes e ensaios e o conhecimento de materiais elétricos. 

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Abaixo temos um exemplo de um quadro de comando em estrela - triângulo que foi executado em um dos trabalhos que realizamos:



Fico por aqui meus amigos e espero que esse artigo definitivamente tenha lhe ajudado a entender o que é o comando estrela - triângulo.

Recomendamos:


Saiba a importância de realizar a manutenção em equipamentos elétricos

A energia elétrica é imprescindível para as pessoas nos mais variados setores e de diversas maneiras. Trata-se de um recurso atrelado com questões básicas de sobrevivência até mesmo com produções em massa e avançadas. De qualquer forma, equipamentos elétricos conquistam cada vez mais espaço e ao longo da vida útil é necessário que ocorra o processo de manutenção para garantir o desempenho adequado.



Naturalmente, é preciso que cada projeto de instalação elétrica seja implementado de forma cautelosa, pois as necessidades e restrições de cada local devem ser respeitadas. Em indústrias e prédios, por exemplo, é muito comum o uso de motor para porta de enrolar, painéis elétricos, geradores e sistemas de proteção contra incêndio. Cada item empregado requer inspeções periódicas, seja ao notar um dano ou não.

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É imprescindível considerar que os equipamentos são acometidos de maneiras diferentes, como erros de desempenho, erosão, corrosão, abrasão e envelhecimento. Certamente, para cada desgaste há um limite antes que ocorra a quebra e por esse motivo, conforme será apresentado a seguir, existem diferentes manutenções que podem ser empregadas.

Tipos de manutenção

Realizar manutenções de maneira periódica evita que os equipamentos elétricos alcancem estágios severos de comprometimento. Por esse motivo, ao se tratar das formas de manutenção mais comuns, é possível citar: preventiva, preditiva e corretiva. A característica de maior destaque, principalmente ao se tratar da preditiva e da preventiva é o planejamento.

O primeiro caso é empregado essencialmente com a premissa de amenizar ou evitar a possibilidade de queda no funcionamento do equipamento elétrico. Para essa alternativa, é necessário elaborar um plano com intervalos bem determinados. Trata-se de uma opção recomendada predominantemente para sistemas de operação contínua e complexos.

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A preditiva também é chamada de manutenção planejada, nesse caso, ocorre o acompanhamento contínuo dos equipamentos e dessa maneira, é possível que as falhas sejam previstas e consequentemente, a necessidade de realizar uma intervenção. Afinal, nessa modalidade as condições do equipamento são cautelosamente averiguadas desde que o equipamento possibilite o monitoramento.

No caso da corretiva, corresponde a um tipo de manutenção realizada após uma disfunção no equipamento.  Dessa forma, seu desempenho sofre correção de forma imediata, com possibilidade de ser ou não planejada. Normalmente, quando há um planejamento devido a uma falha, pode apresentar custos inferiores, uma vez que quebras inesperadas podem ter como resultado um grande impacto na produção.

Seja em bomba pressurizadora de água, painéis elétricos, manutenção de para raios ou pequenos reparos na iluminação, é fundamental recorrer ao suporte de empresas de instalações elétricas prediais ou de outros setores, que sejam de confiança. Sendo assim, o responsável pelo local evita não apenas acidentes, como também garante a confiabilidade no serviço contratado.

O fato de existir diferentes manutenções pode gerar certas dúvidas nos responsáveis, principalmente em relação ao momento adequado para a execução em cada equipamento. No entanto, é válido considerar que não há apenas uma forma de preservar o equipamento e que as manutenções podem ser mescladas para garantir equilíbrio no custo-benefício.

Os principais cuidados com sistemas de eletricidade

Em indústrias, prédios comerciais e residências de forma geral, há diferentes tipos de acidentes e outros problemas que podem ocorrer envolvendo a eletricidade, o que reforça a importância das manutenções. Naturalmente, cada ambiente reúne suas particularidades, mas de forma geral, os problemas de maior destaque são:
  • Ausência de dispositivos de proteção;
  • Subdimensionamento de rede;
  • Sobrecargas;
  • Eletrocussão.
As manutenções podem evitar a ausência de componentes específicos para a proteção dos equipamentos elétricos, principalmente ao considerar as diversas normas de segurança aplicáveis ao tema. São elementos cruciais para evitar acidentes, principalmente devido a choques. Além disso, vários equipamentos são ideais para evitar sobrecargas.

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Já o subdimensionamento é marcado pela quantidade inferior dos cabos e componentes de rede do que é necessário para o funcionamento adequado do sistema. Um profissional especializado pode ampliar a voltagem necessária, ajustar as ligações exigidas e manusear as fiações de maneira adequada.

As sobrecargas podem ser causadas por diversas questões, inclusive pelas citadas anteriormente. Ainda mais, improvisações na rede e o envelhecimento natural dos elementos também podem resultar em um uso inadequado do sistema de energia. Nesse caso, a manutenção prioriza a correção dos pontos de energia, evitando essencialmente o consumo concentrado em determinado ponto.

Por fim, a eletrocussão corresponde a uma fatalidade, em que o contato com a rede elétrica chega ao potencial de levar a morte. Dependendo da situação, ocorre a paralisação da respiração, devido às queimaduras, parada cardíaca ou contração dos músculos. A intensidade das ocorrência depende de uma série de fatores, como a intensidade da corrente e tipo de equipamento envolvido.

Neste cenário, se pode observar que independentemente do ambiente, as manutenções fazem grande diferença para a operação e conservação de equipamentos elétricos. É imprescindível dar ênfase ao fato de que a manutenção deve ser realizada por um profissional devidamente preparado, afinal, acidentes envolvendo a rede elétrica podem causar grandes prejuízos e fatalidades.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

Artigos recomendados:

Comandos Elétricos - Acionamento de Bombas Elétricas "Intercaladas"

E ai galerinha beleza pura! Prontos para mais um aprendizado totalmente gratuito? Claro, exclusivo aqui no Blog Ensinando Elétrica. E no artigo de hoje você vai aprender como fazer o comando para acionamento de bombas de água de forma intercalada.

Os melhores artigos de comandos elétricos você só encontra no Blog Ensinando Elétrica ;)

O que faz o diagrama de comando abaixo?

Antes de continuar EU RECOMENDO que para você aprender de vez comandos elétricos " BAIXE O SIMULADOR DE CIRCUITO DE COMANDOS ELÉTRICOS " CADe SIMU 3.0


O diagrama de comando acima, mostra o sistema de partida para dois motores nesse exemplo, trata-se de bombas de água, por exemplo esse motor elétrico abaixo.

Resultado de imagem para bombas de agua

E o cliente pediu para que você fizesse um sistema onde teria duas bombas M1 e M2 (motor 1 e motor 2) e que elas trabalhassem de forma "intercalada", mas também tivessem a opção de escolher qual das bombas ele pode acionar.

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O sistema consiste de um princípio bem básico e simples, até porque esse sistema de comando é muito utilizado e estou te dando de mão beijada todo esquema elétrico. :)

Veja no desenho "boia do reservatório" onde a água da concessionaria ficará armazenada. A boia no reservatório é chamada de BK1, ela tem uma única função específica. Impedir que o motor seja acionado caso o nível da caixa reservatório esteja baixo demais ou totalmente vazio, isso você regula pelo "contrapeso" da boia.

A boia da caixa de distribuição chamada de BK2 é a boia responsável por apenas ligar as bombas ao "abaixar o nível" e desligar ao elevar o nível para que a mesma não transborde.

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Esse método de acionamento das bombas pelas boias é chamada de "comando automático" pois o ligamento e desligamento das bombas é feita exclusivamente pelas boias um sistema bem simples e muito eficaz.

Como comentado anteriormente, o painel de comando desse sistema é bem completo, onde basicamente temos duas partidas direta de motores independentes, porém pode ser acionado apenas uma de cada vez e nunca as duas bombas entram em funcionamento ao mesmo tempo.

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Há uma chave seletora nas duas partidas para que você escolha "ligar manual", pelas botoeiras de comando "liga e desliga" ou selecionar opção "automática que a bomba é acionada apenas pelas boias". Se você deixar as duas chaves seletoras na opção automática, as bombas trabalharam de forma intercalada, assim as bombas não trabalham forçadas e caso uma de problema você não fica na mão.


Ah! E nesse sistema tem também o relé falta de fase que caso tenha uma "queda de tensão" ou uma "falta de fase" da concessionaria o sistema se desliga automaticamente, assim protegendo e evitando a queima dos motores.

VOCÊ JÁ BAIXOU O CADE SIMU? Sabe qual a melhor forma de você aprender sozinho comandos elétricos? É você mesmo fazendo as atividades e exemplos que temos aqui no Blog Ensinando Elétrica.

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Você também pode assistir ao vídeo abaixo, onde explico de uma forma totalmente fácil de se compreender. Até um totalmente "leigo" em comandos elétricos pode observar como é fácil de se aprender.


Se você tiver mas de duas bombas, segue abaixo um exemplo para até quatro bombas, o circuito de comandos elétricos será o mesmo basta acrescentar o mesmo comando mais duas vezes, não fiz porque não iria caber no layout do CADe SIMU.


Galera, se você achou esse artigo TOP e acha importante a divulgação do conhecimento a todos agradeço muito se vocês após ter lido e aprendido, repassarem para seus amigos clicando nas opções de compartilhamento. VLW!

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Vou deixar o arquivo .cad dessa atividade para você baixar a abrir no seu CADe SIMU para você mesmo simular, alterar, copiar, etc.


Agora se você não sabe NADA DE COMANDOS ELÉTRICOS e nem mesmo trabalhar com o CADe SIMU não perca mais seu tempo. Você pode fazer um treinamento 100% GRATUITO para aprender os principais métodos de partidas de motores elétricos basta clicar aqui!

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Recomendamos:



Como ligar um contator trifásico sem utilizar o "selo"

Olá amigos, no artigo de hoje vou mostrar para você como utilizar um contator trifásico sem o "contato de selo", para que o mesmo possa ser ligado e desligado através da botoeira liga e desliga.

Você pode baixar o simulador CADe SIMU 3.0 para criar essa atividade.




Será possível ligar o motor através do contator sem utilizar o contato de "selo"? Observe abaixo um modelo de contator sem seu contato auxiliar 13,14 comum.


Para quem já conhece comandos elétricos, é comum a primeira coisa a reparar em um contator elétrico se ele possui seus terminais de "carga" e o auxiliares podendo seu normal aberto ou normal fechado. 13,14 para normal aberto e 11,12 para normal fechado.

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Todos que finalizam com 3,4 será NA e todos que finalizam com 1,2 será NF.

Simples assim!

Abaixo você pode observar um modelo de contator com os contatos de "carga" (linha, tensão, rede, etc.) e o contato auxiliar 13,14. Esse contato é comum ser utilizado para fazer o "contato de selo" para que o contator mantenha "atracado" (ligado, acionado) mesmo que o operador já tenha pressionado o (liga), esse contator só é desligado se o operador pressionar o "desliga".


Nesse exemplo de não utilizar contator com contatos auxiliares, você pode normalmente utilizar o relé térmico sem problema nenhum.

Baixe o simulador CADe SIMU 3.0 para criar e simular o circuito para você poder compreender melhor.

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Você vai elaborar um exemplo conforme abaixo:


Posicione os componentes conforme a ordem acima. De dois cliques rapidamente para renomear os componentes conforme o exemplo.

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Agora você vai "passar a fiação" conforme o exemplo abaixo, você pode até simular mas perceberá que o circuito "não" permanecerá ligado, pois está faltando o tal "selo", é ele que manterá a bobina energizada, que por sua vez mantém o contator atracado.


Veja que eu escrevi uma nomenclatura nas linhas da alimentação como fase "A" e fase "B", pois para que você faça esse sistema simular você vai fazer um jamper da fase "B", abaixo no contato -4 de -S1 que é a botoeira de "liga".

Veja abaixo:


Faça essa conexão, saindo do contato -4 e indo para o borne T4 que dará na mesma "fase B". Certifique que será a mesma fase, se você fizer invertido poderá fechar um curto.

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Lembrando que essa "artimanha" é somente se você NÃO tiver como utilizar o contato auxiliar do contator que você estiver instalando.

Resultado Final do Esquema:


Vídeo da simulação do circuito para você compreender:


Você pode baixar o arquivo .cad desse exemplo clicando abaixo e utilizar para simular no seu CADe SIMU 3.0 caso você não tenha conseguido fazer esse exemplo.

https://drive.google.com/file/d/1C5LB556hqjjGzn3cZ0W8fGQMHTnjWnTk/view?usp=sharing

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Bom galera esse artigo é bem simples, mas garanto que muitos eletricistas NÃO sabiam que era possível fazer essa "artimanha".

Obs: Outro detalhe importante nesse exemplo é que a tensão da bobina tem de ser a mesma da rede. Ou seja o motor é 220V trifásico sua bobina da contatora também terá que ser 220V, se a rede for 380V a bobina também terá que ser 380V.

Dispensa esse método para bobinas de extra baixa tensão.

Fui e até o próximo artigo...

Recomendamos:

Aprender Comandos Elétricos: Reversão de MIT

Oi, continuando a série comandos elétricos para iniciantes. Neste artigo você conhecerá sobre PARTIDA DIRETA COM REVERSÃO PARA MIT.

MIT = Motor de Indução Trifásica.
Reversão = Motor funcionar tanto no sentido horário ou anti-horário.

A chave reversora é utilizada quando se necessita reverter o sentido de rotação do sistema acionada pelo motor. Ela pode ser de reversão instantânea, como a utilizada em intervalo de fluxo, ou reversão com parada, em que há necessidade de parada do motor antes da reversão.


Calma, se você quer aprender comandos elétricos antes baixe o CADe SIMU, para criar diagramas de circuitos de comandos elétricos.
** Programa muito fácil de utilizar! Você aprende comandos elétricos em menos de 1 mês!

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A reversão no sentido de rotação é uma necessidade de alguns sistemas, mas deve ser aplicada com cuidado, pois a corrente de reversão de um motor é alta e pode comprometer o sistema elétrico. Sistemas de partida especiais (inversores, soft-starters) podem reduzir a corrente de partida também em sistemas com possibilidade de reversão.

Antes de continuar, confira os diagramas abaixo:


Arquivo para impressão:


Arquivo .cad para download:

Senha:amoensinandoeletrica
Funcionamento do sistema

Liga o motor no sentido A

Ao energizar o painel, a lâmpada -H1 deve sinalizar que ele está pronto para partir o motor e todos os contatos estão na posição inicial, representada no diagrama. Pressionando S1, energiza-se -KM1 que comando seus contatos de força e de controle com as respectivas funções;

Ad:


  • KM1(21;22) - contato de intertravamento que impede que -KM2 seja ligado enquanto -KM1 estiver acionado;
  • KM1(31;32) - que desliga a lâmpada PPP (pronto para partir);
  • KM1(13;14) - contato de selo que mantém -KM1 energizado após soltarmos o botão S1;
  • KM1(43;44) - liga a lâmpada -H2 sinalizando motor ligado;
  • KM1(1,3,5,2,4,6) - contatos de força que acionam o motor no sentido A.
Neste momento o motor está em pleno funcionamento e -KM1 é mantido energizado pelo contato de selo.

Liga o motor no sentido B

Ao energizar o painel, a lâmpada -H1 deve sinalizar que ele está pronto para partir o motor e todos os contatos estão na posição inicial representada no diagrama. Pressionando S2, energiza-se -KM2 que comando seus contatos de força e de controle com as respectivas funções;

Ad:





  • KM2(21;22) - contato de intertravamento que impede que -KM1 seja ligado enquanto -KM2 estiver acionado;
  • KM2(31;32) - que desliga a lâmpada PPP (pronto para partir);
  • KM2(13;14) - contato de selo que mantém -KM2 energizado após soltarmos o botão S2;
  • KM2(43;44) - liga a lâmpada -H2 sinalizando motor ligado;
  • KM2(1,3,5,2,4,6) - contatos de força que acionam o motor no sentido B.
Neste momento, o motor está em pleno funcionamento e -KM1 é mantido energizado pelo contato de selo.

Parada Normal ou Parada para Reversão

Para desligar o motor para uma reversão ou parar seu funcionamento, deve-se desenergizar a bobina -KM1 (a1;a2) ou -KM2 (a1;a2). Isso é feito pressionando S0, que corta a fase aplicada a A1, desligando KM1 ou KM2.

Ao desligar KM1 ou KM2, todos os seus contatos voltam à posição inicial, o motor é desenergizado e para. A lâmpada H2 é desligada e H1 volta a ser ligada. Pode-se executar a reversão com o motor desenergizado, mas ainda girando. É preciso apenas ser consciente de que o valor de pico de corrente é maior do que a partida de um motor parado.

Parada por Sobrecarga

Se o motor sofrer alguma sobrecarga durante seu funcionamento, se o relé térmico foi corretamente ajustado, ele detecta a corrente acima do nominal ajustado e desarma, abrindo F2 (95;96), desligando KM1 ou KM2 e parando o motor. Também fecha o contato F2 (97;98), que pode acionar uma lâmpada indicando falha no sistema.

Problemas em Circuitos de Força e Controle

Curtos-Circuitos no circuito de força do motor ou sobrecargas na partida podem queimar um dos três fusíveis do circuito de força. Isso pode fazer com que o motor trabalhe durante um tempo com duas fases apenas, o que eleva a corrente e desarma o relé (se corretamente especificado e ajustado). Antes de rearmar o relé para normalizar a situação, o profissional deve verificar todos os elementos do circuito de força, evitando assim uma nova partida em duas fases e novo desarme.

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Defeitos em bobinas de contatores e relés podem provocar a queima ou desarme da proteção do circuito de comando. Nestes casos, após a energização do painel a lâmpada -H1 não acende, indicando que o sistema tem um problema e não está pronto para partir.

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Veja o artigo anterior: Aprender Comandos Elétricos - Partida Simples de Motor Trifásico

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