Ensinando Elétrica  | Dicas e Ensinamentos

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A função do Relé termico

A função do Relé bimetálico é atuar desligando o motor antes que o limite de deterioração seja
atingido. O relé assume a proteção contra sobrecarga das cargas elétricas (motores), dos
condutores de alimentação e dos outros dispositivos de manobra.

Os relés térmicos bimetálicos de sobrecarga são construídos com a função de proteção do
sistema elétrico de potência (motores) contra sobrecarga de longa duração, falta de fase e/ou
falta de tensão. São passíveis também de auxiliar na identificação de defeitos, de atuar
disparando alarmes, sinalizações e de abrir disjuntores.

Estes dispositivos de proteção objetivam evitar o aquecimento elevado da fiação interna do
motor quando ocorre uma circulação de corrente acima da tolerada nos seus enrolamentos.
Este aquecimento acarreta a redução da vida útil do motor e também desgasta a isolação dos
seus enrolamentos internos. 


Nota: neste trabalho, a nomenclatura completa para o relé térmico bimetálico de sobrecarga
será simplificada para relé de sobrecarga.

Principio de funcionamento

Os relés de sobrecarga têm seu princípio de funcionamento baseado na diferente dilatação de
dois elementos metálicos (lâminas), que possuem diferentes coeficientes de dilatação térmica.
As lâminas bimetálicas são envolvidas por uma bobina pela qual passa a corrente de carga.

Na ocorrência de uma falta de fase, sobrecarga ou queda de tensão acentuada,
consequentemente ocorre um aumento da corrente elétrica. Tal corrente provoca na bobina um
aquecimento, e por transferência de calor (efeito joule) o par de lâminas também é aquecido.
As lâminas unidas rigidamente (soldadas) uma à outra, então aquecidas neste momento,
dilatam-se diferentemente, provocando modificações no seu comprimento e forma. 

O aquecimento das lâminas é provocado pela corrente, que ultrapassou valores determinados. 

O aquecimento excessivo de uma das duas extremidades do par bimetálico irá provocar o
curvamento da sua outra extremidade, acarretando em um pequeno movimento físico,
aproveitado para acionar (movimentar) os contatos do relé.

NOTA: As lâminas do relé de sobrecarga são denominadas de bimetal, par bimetálico ou par
termoelétrico.

Partes constituintes do relé de sobrecarga

Botão embutido e giratório. Ajusta a corrente nominal da carga. Acionado com uma
chave fenda ou Philips.

Botão VERDE, pressionável → RESET←. Botão embutido, de arrastar →TEST←.
Ambos formam o conjunto de teste para verificar se o relé está em condições normais
de atuação. O botão de TEST ao ser acionado, com o auxilio de uma ferramenta de
pequeno porte, mostra a letra T, no visor. Nesta condição, os dois contatos auxiliares
do relé são invertidos, ou seja, o aberto se fecha e o fechado se abre. Para retornar os
contatos às posições de repouso originais, pressiona-se o botão verde, RESET. Esta
ação se faz sem a necessidade da abertura da tampa protetora do relé.

Botão VERMELHO, pressionável →STOP←. Pressionando-se este botão o contato
auxiliar NC 95 – 96 seremos invertidos, ou seja, se abrirá. É um botão que testa
mecanicamente a inversão do contato NF do relé. Não atua sobre o contato NA.

Botão destrava H ou A. O relé é ajustado pela fábrica para religamento manual (H) e
com bloqueio contra religamento automático. Nesta situação, para ligar novamente a
carga devemos acionar manualmente o botão de reset (verde) do relé bimetálico. A
letra H (hand) indica posição manual e a letra A indica posição automática.

Terminal A2 para bobina do contator. Usado quando o relé bimetálico for acoplado
fisicamente aos contatos do contator, omitindo o terminal A2 da bobina. Para outras
opções de fixação do relé (painéis, trilhos) este terminal não é utilizado ou é
inexistente.

Um contato auxiliar ou de comando NC ou NF – Contato tipo fechado em repouso,
com numeração 95 - 96. 

Um contato auxiliar ou de comando NO ou NA – Contato tipo aberto em repouso, com
numeração 97 - 98.

Três contatos principais ou de carga NO ou NA – contatos abertos que dão sequência
aos três pares bimetálicos. Recebem as três fases para a alimentação da carga e
quando acionados, conduzem sua corrente nominal. Identificados pelos algarismos
1,3,5 ou as letras L1,L2,L3 (linha) para a entrada da alimentação e 2,4,6 ou T1,T2, T3
(terminal) para a saída até carga. 

Vantagens do relé de sobrecarga sobre os fusíveis:

O relé de sobrecarga compensa automaticamente as mudanças de
temperatura ambiente, porque o seu funcionamento depende da temperatura
dos seus elementos térmicos.
O relé térmico pode ser ajustado, dentro de determinada faixa de corrente.
O relé pode ser testado.
O relé possui certa inércia, não operando durante a partida.
Os fusíveis são de difícil ajuste.


Nota: Os relés bimetálicos, como elementos de proteção que são, são identificados pela letra
maiúscula F e numerados em sequência, a partir do algarismo 1.


Simulador de padrão de entrada


Ótimo curso de como instalar seu padrão de entrada e fazer cálculos de dimensionamento


Simuladores técnicos de comandos elétricos.

Olá vou deixar aqui esses simuladores técnico para você pode interpretar e entender o funcionamento do comando estrela - triângulo e também alguns outros simuladores interessastes de comandos elétricos vejamos abaixo:


DIAGRAMA DE COMANDO ESTRELA - TRIÂNGULO MOTORES 6 PONTAS TRIFÁSICOS

Clique na imagem para abrir o simulador de estrela - triângulo.


DIAGRAMA DE COMANDO PARTIDA DIRETA MODO 01



clique na imagem para abrir o simulador de partida direta


DIAGRAMA DE COMANDO PARTIDA DIRETA COM ATUAÇÃO DE RELE TÉRMICO


clique na imagem para abrir o simulador de partida direta com atuação de relé térmico


SIMULADOR DE COMANDO PARTIDA DIRETA E APRESENTANDO FALHAS NOS FUSÍVEIS,  E RELE ATUANDO.


clique na imagem para abrir o simulador do comando partida direta com falha em fusíveis e atuação de relé térmico

SIMULAÇÃO DO COMANDO PARTIDA DIRETA COM REVERSÃO PARA MOTORES ELÉTRICOS TRIFÁSICOS


clique na imagem para abrir o simulador de comando partida direta com reversão

SIMULAÇÃO DO COMANDO PARTIDA DIRETA CIRCUITO DE SELO


clique na imagem para abrir o simulador circuito de selo

Obrigado pela visita veja os links abaixo também tem mais simuladores para você visitante do blog ensinando elétrica

Outros simuladores clique aqui!




Instalação de Cerca Elétrica

Legislação Normas regularizadoras para cercas elétricas

Ainda não existem no Brasil leis federais e normas específicas que determinem dos requisitos essências de segurança para a instalação a instalação de cercas elétricas.
As normas existentes para regularizar e normatizar esse tipo de proteção na área rural ou urbana ainda são as normas internacionais do IEC (International Electrotechnical Comission) e adotadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Essas normas são a ABNT NBR IEC 60335-2-76, publicada em 03 de dezembro de 2007, tornada obrigatória a partir de 1º de julho de 2011 e a ABNT NBR NM IEC 335-1.
A primeira define apenas os requisitos de segurança construtiva dos ELETRIFICADORES.
A segunda é a norma brasileira que define especificamente a segurança construtiva dos equipamentos eletrodomésticos e similares, estando neste caso também incluso os Eletrificadores.
Existem em alguns Estados ou Municípios, leis estaduais e municipais promulgadas para regularizar a instalação de cercas eletrificadas, mas são apenas locais e não reconhecidas para todo o país.
cerca eletricaEm alguns estados do Brasil fala-se na obrigatoriedade do ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) preenchido pelo profissional eletricista e apresentado ao CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) para a execução da instalação da cerca elétrica.
Mas não é assim em todo o Brasil, devendo-se então fazer uma consulta prévia a esse órgão em seu município para confirmar essa condição.

Sobre a instalação do eletrificador

eletrificador

O eletrificador é o equipamento utilizado para eletrificar as cercas com uma corrente elétrica pulsante e de elevada tensão entre 8000 a 10000 volts no máximo sem causar a morte ou queimaduras de quem encosta ou esbarra na cerca.
De acordo com a NBR IEC 60335-2-76, além da tensão máxima na saída em 10000 volts, a duração do pulso elétrico deve ter 10 milésimos de segundo.
A corrente máxima deve atingir os cinco mA (miliampères), e os intervalos entre os pulsos elétricos devem ser de 1,2 segundos.
Instale o eletrificador num local, totalmente seco, protegido do sol, das chuvas e de neblinas, numa altura onde os animais e as crianças não possam mexer.
Sua instalação de ser próximo de uma tomada elétrica de 127/220 Volts ou de uma bateria com 12 Volts.
De ambos se o eletrificador for do tipo combinado, neste caso na falta de energia elétrica ele passará automaticamente a operar por bateria.
A maioria dos Eletrificadores que operam por baterias, aceitam o acoplamento de um painel solar devendo este ser compatível ao modelo do eletrificador.

Instalação de cerca elétrica em área rural

A instalação é relativamente simples, constando de moirões de madeira ou de concreto enterrados no chão e distantes entre dois a quatro metros um do outro.
Usam-se isoladores de tipo roldana e arame galvanizado ou de preferência em aço inoxidável nº 14 ou 16, sendo o condutor superior conectado ao eletrificador.
É recomendado a instalação de placas de aviso de cerca eletrificada no mínimo a cada dois metros entre uma e outra.
cerca eletrica

Cerca eletrificada em muros

Neste caso, Todos os condutores são conectados ao eletrificador.
Em cima de muros ou paredes usam-se pontaletes de ferro ou aço chumbados diretamente na cinta de concreto superior ou através de buchas no mínimo nº 8 e parafusos galvanizados.
É proibido usar arame farpado na construção da cerca elétrica, pois compromete a segurança.
O mais importante ao instalar uma cerca eletrificada é ter a concordância do vizinho.
Em caso de discordância, a cerca poderá ser instalada sobre o muro desde que fique inclinada 45◦ graus para o lado interno.
É sempre indispensável avaliar criteriosamente a necessidade em instalar uma proteção eletrificada e se não houver alternativas, consulte um profissional eletricista para ter a certeza de um serviço com segurança.
cerca elétrica

Aterramento elétrico

Crave na terra e reto para baixo, num lugar úmido, distantes 4 metros entre si e a mais de 10 metros de qualquer outro tipo de aterramento elétrico, algumas hastes cobreadas com 2,4 metros de comprimento cada uma.
Interligue-as com um condutor (fio) até o terminal “TERRA” do aparelho.
Atenção: Se no terminal “TERRA” der choque, é preciso instalar mais hastes cobreadas, da mesma forma como as primeiras, pois as perdas elétricas ocorridas nos aterramentos elétricos deixarão a cerca “fraca”.
cerca eletrica
Não esquecer que se a cerca elétrica for atingida por um raio, certamente o equipamento eletrificador será danificado, além do perigo de danos no restante da rede elétrica e demais equipamentos e eletrodomésticos em geral.
Por isso devemos sempre seguir regras de segurança adicionais, como a instalação de dispositivos de proteção contra surtos, os já conhecidos DPS na caixa de disjuntores gerais e para raios em locais altos (telhados ou torres).
Um detalhe importante é manter sempre os arames condutores (fios) galvanizados ou aço inoxidáveis bem esticados por meio de molas presas aos isoladores para evitar acidentes e prolongar o período entre uma e outra manutenção.
cerca elétrica repuxo
Fonte : FazFacíl

Supervisores de Redes Trífasicas

Supervisores de redes trifásicas

Tipo: DPST-1 e DPST-11
Introdução
A Digimec apresenta para o mercado seu mais novo supervisor de rede trifásica, tipo DPST, desenvolvido para proteção de equipamentos elétricos trifásicos que não podem operar quando houver anomalias como falta de fase, inversão da sequência trifásica, desequilíbrio entre fases e sub ou sobretensão.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

  • Supervisor de tensão trifásico.
  • Ajuste de sub e sobre tensão.
  • Tempo de retardo no ligamento e retardo no desligamento, ajustáveis.
  • Sequência de fase.
  • Falta de fase.
  • True RMS.
  • 1 ou 2 saídas.
  • Caixa compacta e resistente.
Funcionamento
Com a rede trifásica equilibrada e na sequência convencionada ligadas ao aparelho, os relés de saída do supervisor serão energizados, e assim permanecerão ate que ocorra:
  • Falta de fase.
  • Desequilíbrio entre fases.
  • Sequência de fase.
  • Sub ou sobretensão.
Os reles DPST possuem dois tempos ajustáveis um para retardo no ligamento e outro para retardo no desligamento. Este supervisor detecta falta de fase com nível de tensão de retorno na fase interrompida, menor que 80% da tensão de alimentação.
Possuem sinalização de saída energizada ou desenergizada com indicação por led. O led quando aceso indica relé energizado.
Quando houver alguma anomalia no sistema como sub ou sobretensão o led vem a piscar. Se a anomalia ultrapassar o tempo de retardo no desligamento, o relé é desenergizado e o led se apaga.

CONCEITOS DE FUNCIONAMENTO

Desequilíbrio entre fases (ANSI função 60)
O aparelho detecta um desequilíbrio no valor da tensão entre fases superior à 20% do valor nominal (assimetria modular) ou uma defasagem maior que 5% do que os 120°normais entre si (assimetria angular). Os relés serão instantaneamente desenergizados.
Falta de fase (ANSI função 48)
O aparelho detecta a falta de uma das fases da alimentação e desenergizará instantaneamente seus relés de saída sempre que uma delas for inferior em 20% ao valor da tensão nominal do aparelho. Isso garante seu funcionamento mesmo quando se supervisiona circuitos com motores elétricos que induzem uma voltagem que aparenta ser a fase que está faltando.
Sequência de fase (ANSI função 47)
Se a sequência convencionada como correta for trocada, o que causaria inversão na rotação dos motores elétricos alimentados por esse circuito, os relés de saída serão instantaneamente desenergizados.
Sub ou Sobretensão (ANSI função 27 e 59)
Se o valor de alimentação da rede trifásica diminuir ou aumentar até valores, individualmente ajustáveis no frontal do aparelho, os relés de saída serão desenergizados instantaneamente.


Diagrama(s) de funcionamento

Diagrama(s) de ligação
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