Ensinando Elétrica  | Dicas e Ensinamentos

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Como instalar botoeiras para sistemas de incêndio?

Olá amigos tudo bem? espero que sim!! e no artigo de hoje vou mostrar a vocês o principio básico para instalações de um sistema de acionamento á distância para motobombas em sistemas de incêndio.




Por que um projeto de incêndio é tão importante?

Porque a maioria dos empreendimentos são construídos para que nós possamos desempenhar alguma atividade que pode ser de permanência temporária ou não, mas que independente disso ou do tempo que se leve para realizá-las, precisam ser feitas com segurança e tranquilidade em um ambiente bem projetado e protegido contra riscos de incêndios. Algo que só um projeto de incêndio bem desenvolvido pode pôr em prática.

A elaboração do projeto fica, portanto, a cargo dos projetistas, construtores dos edifícios e dos usuários, que precisam seguir as recomendações dos projetos, de maneira correta, assim como a organização dos grupos de prevenção e de combate a incêndios.

Vamos a um exemplo, vamos imaginar um local onde é necessário 3 pontos para acionamento a distancia do motor, você pode estar se perguntando como é esse botão de acionamento? veja um exemplo abaixo:

Foto tirada da obra onde eu trabalho
Bom a imagem acima se refere ao tipo de botoeira para sistemas de incêndio, mas é claro que um sistema completo não consiste em apenas a botoeira ao lado das caixas com a mangueira e saída d'água.


Em um sistema completo, há também o sistema de alarme, sonoro e visual, sensores de fumaça e etc, mas nesse artigo falaremos apenas do sistema de acionamento da motobomba.

Componentes comum de um sistema de incêndio

Vamos ao exemplo da ligação, para acionamento da motobomba.

O tipo de bomba pode varias de acordo com a edificação, porem todo sistema terá seu painel de comando

Instalação:

Para instalação dos acionadores manuais de comando de bomba, para controle à distancia iremos um padrão misto de conexão serie e paralelo, a onde dentro da tubulação irão ser utilizado 3 fios, da seguinte de forma:


1. O primeiro fio da tubulação liga uma das fases que entra no contator (11) que deverá ser derivada (7) e levada diretamente até o contato NF da chave vermelha do primeiro acionador (1).

2. Um fio de cada chave de ser unidos (9) e (10).

3. Após esta união o segundo fio da tubulação deverá ligar esta conexão até a chave vermelha NF da próxima botoeira (3) e assim sucessivamente em serie deverá ser ligada até a ultima botoeira.

4. Na ultima botoeira a união das chaves (5) deve ser ligada no borne 13 do contator (8), finalizando a ligação em série.

5. O terceiro fio da tubulação faz ligação paralela entre as chaves verdes NA de todas as botoeiras da primeira até a ultima e depois deverá ser conectado no borne 14 do contator (6).

OBS: Para segurança da conexão uma chave do tipo magnética (contator + rele térmico) deverá ser usada para acionamento até 10 CV, acima desta utilizar quadro de comando adequado ao tipo e potência da motobomba.

Importante: O defeito mais comum é a bomba ligar e não desligar, isso significa que a ligação serie esta errada, você deve revisar.

Veja como fica a ligação referente ao detalhe acima:

Clique para aumentar
Para ver se realmente esse sistema simples funciona passamos esse projeto para o CADe_SIMU 3.0 e realizamos a simulação:

Projeto passado e simulado no CADe SIMU

Bom pessoal é isso, como visto acima o exemplo para acionamento da motobomba a partir de 3 pontos destintos, fiz também um outro projeto para acionamento em 9 pontos destintos, onde é possível também partir o motor a partir do painel de comando:

Clique na imagem para aumentar
A referência de cores é de acordo com a minha botoeria, pode varias de modelo para modelo e também de não estar jampeado conforme detalhe abaixo;


Outro detalhe importante, você deve levar em considerações possíveis falhas tais como problema em qualquer uma das botoeiras, assim impedindo a partida do motor em outros pontos,


isso não deve acontecer, verifique as conexões e se preciso coloque uma função " chave seletora no painel " para interromper o comum dos botão e partir direto.

O tipo de painel do sistema de incêndio pode varias de acordo com a potência da bomba
Em caso do motor ser acima de 10cv é recomendado partida estrela - triângulo, e também é de extrema importância o sistema de Led sinalizado no painel, chaves de bloqueio etc.

Felipe Vieira Eletrotécnico saiba mais sobre o criador do Blog Ensinando Elétrica

Bom galera é isso espero que tenham gostado dessas dicas, mas lembre-se um sistema de incêndio é muito importante e não pode falhar, caso queira conhecer mais sobre mim clique aqui!, obrigado a visita e volte sempre!

Programação do CLP

Olá pessoal tudo bem? após 12 dias sem postar devido a quantidade de trabalho graças a Deus, hoje sobrou um tempo para elaborarmos um artigo bem legal sobre CLP, vamos dar uma pausa em comandos elétricos certo.

Vamos mudar um pouco nosso foco aqui no Blog Ensinando Elétrica, vendo tão pouco discutido esta sendo os ensinamento em CLP, isso de modo geral.

➤ Vamos ao artigo sobre os princípios da linguagem geral dos CLPs., há e outro conselho você precisa ter esse livro de CLP um dos melhores, clique aqui e saiba mais.



O padrão IEC 1131-3 define 5 linguagens na tentativa de padronizar a linguagem de programação dos CLPs, são elas:

➤Texto Estruturado (ST)
➤Lista de Instruções (IL)
➤Diagramas de Blocos de Funções (FBD)
➤Diagrama de Contato (LD) famosa linguagem ladder

todas essas linguagens tem o proposito de construir o diagrama sequencial de funções (SFC).

As linguagens Texto Estruturado (ST), Lista de Instruções (IL), Diagrama de Bloco de Funções (FBD) e Diagrama de Contatos (LD) podem ser utilizadas dentro dos blocos de ações e transições para construir o Diagrama Sequencial de Funções (SFC).

A linguagem de Texto Estruturado (ST) é uma linguagem de programação tipo pascal, C, Basic. O Diagrama Sequencial de Funções (SFC) descreve o comportamento sequencial de um processo particionando o problema através de um modelo top-down. Um exemplo dessa linguagem é o Grafcet. Essas duas linguagens não serão abordadas neste artigo.

Dentre as três linguagens restantes [Lista de Instruções (IL), Diagrama de Bloco de Funções (FBD) e Diagrama de Contatos (LD)] a mais importante é o Diagrama de Contatos que doravante será denominado de Linguagem Ladder.

A linguagem ladder é substituta direta dos antigos painéis controlados por relés.

A figura abaixo mostra o circuito elétrica para ligar uma lâmpada(L1) utilizando uma botoeira (B1). A figura também mostra o mesmo circuito numa linguagem de relés.


Na figura acima note os símbolos utilizados para o os contatos abertos da botoeira e do relé. O mesmo circuito é mostrado na figura abaixo montado no CLP e no diagrama ladder:


A botoeira B1, normalmente aberta, esta ligada na entrada I00.0 do CLP. A lâmpada foi ligada na saída Q50.0. Quando a botoeira for acionada a entrada I00.0 recebe a alimentação fechando seu contato, o que irá energizar a saída Q50.0 que acende a luz.

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Os CLPs podem possuir vários módulos de entradas e saídas tanto analógicas quanto digitais, além de outros módulos especiais. Além disso, cada placa geralmente tem mais de uma entrada ou saída. Portanto, a CPU do CLP necessita saber qual o endereço de cada módulo e qual entrada ou saída esta conectada. Um exemplo de endereçamento é mostrado abaixo:


Levando em consideração o exemplo anterior de acender a luz, isto poderia dizer que temos uma placa de entrada digital no endereço 00 e uma placa de saída digital no endereço 50. A placa de entrada digital e a de saída digital poderia ter 8 entradas cada uma, sendo seus bits numerados de 0 a 7.

Portanto, teríamos no exemplo anterior um botoeira ligada no bit 0 da placa de entrada localizada no endereço 00 e uma lâmpada ligada no bit 0 da placa de saída localizada no endereço 50.

A programação por lista de instruções seria:


Modificadores:
N – nega um valor booleano
C – denota jump condicional (só pode ser usado com JUMP).
Exemplo: ANDN – equivale à porta NAND.


O circuito para a porta AND é mostrado na figura abaixo, bem como seu diagrama ladder e a conexão no CLP:


Na listra de instruções, teríamos:
LD  I00.0 ➨  A = I00.0
AND I00.1 ➨  A = A & I00.1
ST  Q50.0  ➨ Q50.0 = A

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O circuito para a porta OU é mostrado na figura seguinte. Note a diferença entre as duas portas (AND e OU). Note que não há diferença nas conexões dos componentes no CLP.

A diferença esta na programação (diagrama ladder, ou lista de intruções).



No diagrama de relés, muitas vezes há a necessidade de se utilizar relé auxiliar para desenvolver uma aplicação. Este relé auxiliar pode ser utilizado ou não na linguagem ladder, dependendo da complexidade da aplicação. Na figura abaixo é mostrada a construção de uma porta OU-Exclusivo.


Notar a diferença entre o diagrama de relé e a mesma aplicação na linguagem ladder:

A lista de instrução seria:

LD  I00.0 * carrega a entrada I00.0
ANDN I00.1 * faz um and lógico entre I00.0 e I00.1 invertido
OR(
LDN I00.0 * carrega a entrada I00.0 invertida
AND I00.1 * faz um and lógico entre I00.0 invertido e I00.1
)  * faz o OU lógico entre as duas expressões
ST  Q50.0 * carrega a saída Q50.0

Notar no diagrama ladder a última linha possui um bloco de finalização (END). Isto é necessário para indicar para a CPU do término lógico do programa.

Vamos ver alguns exercícios abaixo:

A figura abaixo mostra um sistema para lubrificar a superfície de placas metálicas para melhorar o desempenho do sistema de estampagem e de corte. Os sistemas de estampagem e de corte são muito utilizados nas indústrias de metal-mecânica.


O sistema possui um sensor de proximidade para detectar se há chapa sobre a esteira ou não. Caso haja chapa na esteira, o sistema deve acionar o ar comprimido e a névoa lubrificante. Assim que a chapa sair da proximidade do sensor, o sistema deve desligar o ar comprimido e a névoa lubrificante.

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O sistema possui, também um “start-up” (ligar o sistema). Esse sistema é controlado por dois botões no painel de controle. O botão de “Start” deve ligar o motor e habilitar o funcionamento do ar comprimido e da névoa lubrificante. O botão de “Stop” deve ser usado para desligar todo o sistema. Considere que estes dois botões sejam pulsantes, ou seja, não retentivo.

Vamos projetar este sistema em linguagem ladder.


Bom analisando o que é pedido no exercício acima, você acionará o sistema todo pelo botão "start" assim, rolando a esteira e correndo as chapas até o sensor, utilizamos a entrada I:1/2 da CLP, ao detectar a proximidade o sensor fecha o contato na ladder e aciona o ar comprimido e a névoa lubrificante, então por um período curto de tempo, o sistema pulveriza e logo que a chapa sai do sensor o sistema de lubrificação é desligado, assim dando continuação a próxima peça.

No exercício pede também que o botão "stop" desligue o motor de rolagem da esteira e também os sistemas de lubrificação, então ao pressionar STOP o sistema de desliga.

Nó próximo artigo galera, vamos abordar mais situações de exercícios para fazer no CLP, espero que tenha gostado desse artigo e da situação, aqui resolvida caso tenha alguma dúvida ou sugestão comente.

Para o próximo artigo vamos resolver a seguinte situação da imagem abaixo:

➤ Um sistema para encher garrafas de refrigerantes, não se esqueça de se inscrever para receber o artigo em seu e-mail.

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Onde posso encontrar o CADe_SIMU?

Olá amigos tudo bem, tenho visto e reparado tão grande a dificuldade de alguns amigos de achar um bom site de referência para baixar de forma segura o software CADe_SIMU. Por que digo isso, há muitos sites que quando você baixar o programa ou vem com vírus, ou você é "obrigatoriamente" a se registrar.

Software CADe_SIMU leve simples e objetivo.

Poxa ninguém é obrigado a se registrar, você tem o livre arbitro de escolher se sim ou não, simples. Pensando nisso e nessas situações "chatas" tive a liberdade de criar uma "landingpage" para distribuir de forma simples e segura a todos que queriam aprender comandos elétricos.

Como faço para acessar e baixar? é simples acesse o navegador do seu celular ou PC e digite cadesimu.net simples assim, não precisa nem fazer busca mais no Google.

Um lugar simples, objetivo e segura para você baixar o software CADe_SIMU em sua versão mais atualizada.

Lembre-se desse endereço cadesimu.net através dele você simplesmente terá acesso ao download e outras informações referente ao software e poderá até assistir alguns treinamento de forma gratuita de como utilizar o programa.

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Como baixar?
Simplesmente role a pagina ou se você tiver no PC clique no Botão Download no MENU acima a direta da pagina, que você chegará no botão FAZER O DOWNLOAD AGORA conforme exemplo abaixo:

Clique em Fazer Download Agora, você não precisa se registrar e nem informar nenhum e-mail.
Bom é isso galera, agora você pode baixar de forma segura e gratuita o mais desejado e gratuito software para se aprender comandos elétricos, automação e pneumática. Para dúvidas ou sugestões me encaminhe um e-mail: ensinandoeletrica@gmail.com

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PDA Proteção contra Descargas Atmosféricas.

Olá pessoal.

Sou Tony Santos, engenheiro eletricista de Sorocaba SP.

Quem quiser saber mais sobre mim veja: Tony no Linkedin

Esta publicação é de Nível Básico.

Agora vamos ao tema.

Proteção contra (ou em caso de) Descargas Atmosféricas.




Se por acaso você já “lida” com este assunto, você já deve ter sentido falta do S de sistema, mas pode ir se acostumando, pois, a nova edição de 2015 da Norma BRasileira 5419 da ABNT trata o tema assim mesmo. Mas não se preocupe, vc pode, assim como a norma continuar usando a definição SPDA, para se referir ao conjunto das providências que se adota para prevenir os danos em caso de ocorrer alguma descarga atmosférica.


Antes de falar sobre as Normas, vamos decidir se:

Preciso ou não providenciar PDA, para a minha edificação?


Para decidir isso, responda as questões abaixo:


1) Eu sou obrigado a providenciar PDA?

A resposta deve estar nos documentos do estado (Leis) da sua região como por exemplo: Código de obras do município, Instruções técnicas do Corpo de Bombeiros. Se a Lei não te obriga caberá a VOCÊ decidir.

Pode ser interessante também consultar outras fontes, como por exemplo, normas internas da sua empresa (especialmente prestadoras de serviço ao público), acordos de condomínio.

Se você investiu um bom dinheiro em máquinas e equipamentos vale dar uma olhada nas condições da garantia.

Se após ler isso você decidiu que não precisa. Boa sorte para VC 🙋. Se ainda está em dúvida continue lendo.

  
2) Tá certo, não sou obrigado. Mas, ainda sim eu deveria providenciar?

A resposta a esta questão está nos seguintes fatores:

  • Chance (probabilidade) da edificação ser atingida por uma descarga atmosférica, considerando o seu tamanho e localização. Ou seja, existem locais e áreas em que incidência de raios é bem pequena dispensando o SPDA, já em outras, o risco é bem maior como por exemplo em colinas elevadas e certas regiões do país.
  • Tamanho da edificação, ou seja, quanto maior e mais alto, mais provável de ser atingido.
  • Tipo da edificação, o raio causará muito menos estrago se for conduzido á terra por uma estrutura, metálica do que se conduzido por uma estrutura de madeira, que pode incendiar-se.
  • Conteúdo da edificação, ou seja, quantidade de pessoas, e equipamentos eletrônicos da edificação.
Analisando-se estes fatores conclui-se que uma edificação bem pequena pode dispensar a proteção de um SPDA, porém se esta edificação for um paiol de munição então deve-se pensar a respeito. Ou também, um pequeno galpão que armazena tijolos, oferece bem menos riscos, já um shopping ou um hospital com as mesmas dimensões e construídos no mesmo local, merecem um cuidado maior.


Entendeu a ideia? Se sim, continue lendo, se não leia de novo e mande sua dúvida para mim (eletrica.azevedo@gmail.com).



Uma ideia sobre estatística.

Ninguém sabe onde o raio vai "cair", tudo o que se sabe é “por onde” e como eles têm caído, com estas informações, elaboramos modelos matemáticos estatísticos, com base no comportamento dos raios para tentar “adivinhar” onde ele vai cair na próxima tempestade, qual será sua corrente e sua tensão, quais efeitos ele vai causar.
Fácil né? Não esquenta, uns caras muito legais já fizeram tudo isso para gente, e, como os raios são muito parecidos no mundo todo, dá para gente usar o que fizeram, e o melhor, fizeram umas "receitinhas de boa" pra facilitar ainda mais (desde que você tenha conhecimentos sólidos na área da eletricidade) vou apresentar a receitinha mais a frente. Por enquanto basta entender como funciona a coisa.



Para ajudar a entender, vamos sair um pouco da atmosfera e pôr o pé no asfalto.

Pense em dois sujeitos, A e B, o sujeito "A", sempre atravessa a rua na faixa de pedestre olhando para os dois lados, sempre aguarda o sinal correto para atravessar a rua, o sujeito "A" tem perfeita visão e audição. Já o sujeito "B", tem visão e audição prejudicadas, sempre atravessa fora da faixa, atravessa a via com tráfego e não obedece as normas de segurança de trânsito.

Ora, a gente não pode afirmar que o sujeito “A” NUNCA vai sofrer um acidente de tráfego, pois existem fatores fora de seu controle, e também não podemos afirmar que o sujeito “B” COM CERTEZA vai sofrer um acidente. Mas é seguro para qualquer um de nós, com base no que sabemos, afirmar que a “chance” de o sujeito B sofrer um acidente é muito maior que o sujeito A. Se entregarmos este problema aos matemáticos eles nos dirão algo assim:

A cada 1000 sujeitos que tiverem comportamento A, por um ano haverá 1 acidente, enquanto que, a cada 1000 sujeitos que tiverem comportamento B, haverá 10 acidentes. Ou, em termos mais esquisitos, o sujeito A sofrerá 1 acidente a cada 1000 Anos, e o sujeito B sofrerá um acidente a cada 100 anos. Ou ainda, a probabilidade de o sujeito A sofrer um acidente é de 0,001vezes por ano. Entendeu?

Voltando á PDA.

Assim pode se assumir por exemplo, que se a probabilidade de a edificação ser atingida por um raio for menor que 1 por ano, ela dispensa um SPDA, se for maior que isso, porém menor que 2, pode ou não ter SPDA, agora, se for maior que 2 deve-se providenciar um SPDA.

Agora, os valores acima, seriam adotados por sua conta e risco!!!!! Você deve procurar parâmetros mais seguros com as pessoas que possuem experiência no tema.

Outros fatores que têm de ser considerados são os custos envolvidos na ocorrência das falhas elétricas. Certa vez um amigo me perguntou: “ você acha que eu devo instalar um “PARA-RAIOS” em minha casa?” E a minha resposta foi: “ Quanto o custou a sua TV?”
A TV em questão na ocasião custou mais de 5 mil reais, e, na ocasião, esse valor era mais que se investiria para ter um SPDA completo, que diminuiria a probabilidade de danos em 1000 vezes, não somente para a TV, mas também para a geladeira, o forno, os computadores etc. sem falar no risco de incêndios, dentro daquela residência.


Então é o seguinte: Você não é obrigado a prover PDA para sua edificação, mas se você por acaso mora sobre uma colina isolada, ou tem muitos eletroeletrônicos de que goste, ou simplesmente goste de usar o chuveiro elétrico durante as tempestades. Você deveria consultar alguém ou, se você mesmo for este alguém, você deveria pensar em PDA.

Então? Como eu calculo a probabilidades? E depois como eu instalo um SPDA?
Lembra que eu prometi umas receitinhas, pois bem, aqui vai.
Use as normas técnicas da ABNT. Estas normas são escritas por pessoas habilitadas, que têm muita experiência a respeito do assunto. Elas trazem a consolidação das experiências bem-sucedidas em PDA, como também valiosas lições aprendidas com os erros passados, (por exemplo os PARA-RAIOS RADIOATIVOS). E, como são periodicamente revisadas estão em concordância com as técnicas e tecnologias atuais.
No Brasil principal norma que a respeito de PDA é a ABNT NBR 5419, esta norma, é baseada na norma internacional IEC 62305. Assim como suas revisões anteriores, ela contém um modelo simplificado, porém eficiente dos modelos estatísticos sobre descargas atmosféricas, também tem modelos de instalação de SPDA, facilmente entendíveis que possibilitam excelente redução da probabilidade de danos.
A última revisão desta norma ocorreu em 2015, a revisão anterior estava em vigor desde 2005. A grande mudança com relação á revisão anterior, é que a revisão atual inclui ferramentas para proteção de equipamentos enquanto que a revisão anterior tratava somente da proteção de pessoas e animais.


Em resumo, verifique se você necessita de um SPDA, o custo de uma verificação sempre valerá o investimento, se você não é um profissional, aconselho que procure um para isso. Faça a verificação, e se necessário, a instalação, seguindo as recomendações da NBR 5419.
Na próxima postagem, vou falar sobre as mudanças da última revisão (2015) com relação à anterior (2005), pois esta é uma boa maneira de introduzir os profissionais da área a esta nova revisão.


Os próximos tópicos serão.

  • ·        NBR 5419:2015 – Quais foram as novidades? Sou obrigado a reformar?  – Nível Médio;
  • ·         Para Raios Radioativos e discos voadores – O que fazer??? – Nível Básico;
  • ·         Como fazer aterramento na lua??? – Nível Médio
  • ·         Edificações “que já vêm” com SPDA



Ok, por enquanto é só envie dúvidas para elétrica.azevedo@gmail.com








Quadro de Distribuição e Circuitos Terminais

Olá amigos tudo bem, hoje sobrou um tempo para criar um novo artigo e falaremos sobre Quadro de Distribuição você sabe que uma instalação elétrica de uma residência deve ter um Quadro Geral de Distribuição e seus circuitos terminais. Você pode se inscrever como seguidor e receber todo os artigos postados no seu e-mail, clique aqui e saiba mais..

Exemplo de Quadro de Distribuição de Circuitos Elétricos

Do inicio....

O quadro de distribuição da unidade residencial é alimentado pelo circuito de distribuição respectivo e dele partem os diversos circuitos terminais. Deve possuir, em princípio, os seguintes dispositivos:

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➧ chave geral, que poderá ser um interruptor DR ou um disjuntor DR, ou
um disjuntor mais interruptor DR;

➧ disjuntores termomagnéticos para a proteção dos circuitos terminais;

➧ espaços-reserva para ampliação (um espaço corresponde a um disjuntor
monopolar).

No caso da utilização de quadros com barramentos, a corrente nominal do barramento principal deverá ser igual ou superior à corrente nominal da chave geral.

O número de pólos dos dispositivos utilizados nos quadros de distribuição é determinado pelo tipo de circuito, por exemplo:

a) circuito FN: disjuntor de um pólo ou dois (quando é previsto o seccio-
namento do neutro);

b) circuito 2FN: disjuntor de dois pólos ou três (quando é previsto o sec-
cionamento do neutro);

É obrigatório prevermos uma capacidade de reserva nos quadros de distribuição, de acordo com o seguinte critério:

➧ quadro com até 6 circuitos: espaço-reserva para, no mínimo, 2 circuitos
adicionais;
➧ quadro com 7 a 12 circuitos: espaço-reserva para, no mínimo, 3 circuitos
adicionais;
➧ quadro com 13 a 30 circuitos: espaço-reserva para, no mínimo, 4 circui-
tos adicionais;
➧ quadro com mais de 30 circuitos: espaço reserva para, no mínimo, 15%
dos circuitos.

Nos quadros de distribuição com mais de uma fase, as potências dos circuitos terminais deverão ser “equilibradas” nas diversas fases, de modo que as potências totais de cada uma delas sejam muito próximas.

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Quando um circuito terminal tiver mais de uma fase, sua potência deverá ser dividida entre elas, na
tabela de cálculo do projeto. Quadro de distribuição é o centro de distribuição de toda a instalação
elétrica de uma residência, uma vez que recebe os fios que vêm do medidor e dele partem os circuitos terminais que vão alimentar diretamente as lâmpadas, tomadas e aparelhos elétricos. Encontram-se nele os dispositivos de proteção dos circuitos de uma instalação, conforme exemplificado na figura a seguir.


O quadro de distribuição deve estar localizado em lugar de fácil acesso e o mais próximo possível do medidor, para que se evitem gastos desnecessários com os fios do circuito de distribuição, os mais grossos de toda a instalação e, portanto, os mais caros.

As figuras a seguir mostram os componentes e as ligações típicas de um quadro de distribuição.

Ligações tipicas de um QD

➧ Quadro de distribuição (QD) para fornecimento monofásico (Fase/Neutro/Terra)

Descrição do Exemplo do Quadro acima:

– Disjuntor geral – (monopolar)
(1) Fase
(2) Neutro
(3) Proteção
(4) Jumps de ligação — Ligam a fase a todos os disjuntores
dos circuitos.
(5) Barramento de proteção — Deve ser ligado eletricamente
à caixa do QD.
(6) Disjuntores dos circuitos terminais — Recebem a fase do
disjuntor geral e distribuem para os circuitos terminais.
(7) Barramento de neutro — Faz a ligação dos fios neutros
dos circuitos terminais com o neutro do circuito de distribuição,
devendo ser isolado eletricamente da caixa do QD.
(8) Disjuntor geral (monopolar)

➧ Quadro de distribuição (QD) para fornecimento bifásico (Fase/Fase/Neutro/Terra)

Descrição do Exemplo do Quadro acima:

– Disjuntor geral – (bipolar)
(1) Proteção (terra)
(2) Fase
(3) Fase
(4) Neutro
(5) Barramento de proteção
(6) Disjuntores dos circuitos
terminais bifásicos
(7) Barramento de neutro
(8) Disjuntores dos circuitos terminais mono-
fásicos
(9) Barramento de interligação das fases
(10) Disjuntor geral

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➧ Quadro de distribuição (QD) para fornecimento trifásico (Fase/Fase/Fase/Neutro/Terra)

Descrição do Exemplo do Quadro acima:

(1) Barramento de neutro
(2) Disjuntor diferencial residual tetrapolar
(3) Barramento de proteção
(4) Disjuntores dos circuitos terminais bifásicos
(5) Disjuntores dos circuitos terminais monofásicos
(6) Barramento de interligação das fases

CIRCUITOS TERMINAIS
Descrição do Exemplo:

(1) Disjuntor geral
(2) Fases
(3) Neutro
(4) Proteção (PE)
(5) Quadro de distribuição

➧ Exemplos de circuitos terminais protegidos por disjuntores termomagnéticos. (circuitos de iluminação)

➧ Exemplos de circuitos terminais protegidos por disjuntores termomagnéticos. (circuitos de tomadas)

➧ Exemplos de circuitos terminais protegidos por disjuntores DR.



➧ Exemplos de circuitos terminais protegidos por disjuntores termomagnéticos. ( circuito 127V)


** Lembre-se use conectores do tipo louça nunca instale uma tomada para o circuito do chuveiro

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( circuito em 220V chuveiro )


➧ Exemplos de circuitos terminais protegidos por disjuntores DR.

Exemplo de um circuito terminal em 127V ** Lembre-se a função do DR é desarmar caso haja uma fuga a terra, isso vai garantir sua segurança e de sua família contra risco de choque elétrico.

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Exemplo de aplicação do Disjuntor DR para chuveiro elétrico, mas lembre-se a resistência deve ser blindada se você usar resistências convencionais o DR não vai parar armado.

Veja abaixo como é uma resistência blindada e um comum.

Resistência de chuveiro Blindada
Resistência Tradicional

Bom é isso galerinha veja que esse artigo é bem bacana e bem ilustrativo com desenhos incríveis para você compreender melhor, a importância do quadro de distribuição nas residencias. Peço a vocês se gostaram desse artigo compartilhe com seus amigos e se inscrevam no Blog.

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